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Maria e o mistério eucarístico

Maria, que tem sua origem em nome egípcio, provavelmente derivado de “Mry” (amada) ou “Mr” (amado), quer dizer “Senhora Amada”. É a Mãe de Jesus, o Cristo, segundo a narrativa bíblica. Acredita-se que Ela tenha nascido em Jerusalém, num dia de sábado, em 8 de Setembro do ano 15 antes de Cristo, na cidade de Nazaré, e que tenha “dormitado” para o mundo no dia 15 de agosto do ano de 42, depois de Cristo, cujo corpo foi depositado no Getsêmani. No caso de se aceitar como uma “dormição” a transição de MARIA da terra para a eternidade se deve ao fato de que a vida da Mãe de Jesus foi marcada pelo amor, pelo perdão, da caridade, pela tolerância. De modo que, vivendo nessa condição, não poderia MARIA contrair nenhuma doença da carne ou da mente. São Francisco de Sales considerava que a “morte” de Maria se produziu como efeito de um “ímpeto de amor”. Sobre a dormição de Maria, o papa João Paulo II se manifestou: “Pode-se dizer que o trânsito desta vida para a outra foi para Maria um “amadurecimento da graça na glória”, de modo que, nesse caso, a morte pode concebesse como uma dormição”.

Aliás, a vida de Maria foi construída na mais profunda espiritualidade, na qual não havia espaço para produzir sentimentos de inveja, cólera, vingança, ambição, desprezo ou indiferença. O que se fala sobre Maria é do seu puro sentimento de ternura, de piedade e de compaixão pela humanidade. No que diz respeito às causas da “morte” de Maria, não parece fundada qualquer opinião de que ela tenha “sofrido”, além do que viveu e padeceu ao lado de Jesus: na Vida Pública, na Última Ceia, no Sinédrio, no caminho do Calvário e na hora da crucificação. As Igrejas Romana e Ortodoxa a denominam de “Co-Redentora” da humanidade. Estas igrejas têm por Maria uma grande veneração. De acordo com a tradição católica, Ela era filha de Ana, descendente do sacerdote Aarão, e de Joaquim, da descendência de Davi. Aos 12 anos de idade, seu pai teria falecido. Com 15 anos, casou-se com José, carpinteiro, filho de Eli.

O Mistério Eucarístico, na festa de “Corpus Christi” (celebração da presença real e substancial do Cristo na Eucaristia), compõe-se de “sacrifício, memorial e banquete”. Essa comunhão eclesial se traduz pela “paixão, morte e ressurreição de Cristo”. Nessa passagem o cristão vive a experiência do encontro mistíco com o Deus/Espirito Santo. Toda a obra das Igrejas Católica e Ortodoxa culminam com este Mistério Eucarístico, que é a meta final de toda missão evangelizadora, onde se integra a catequese, a devoção, a meditação da Palavra de Deus, o exercício diário da oração pessoal e a ação cristã comunitária. A Eucaristia, como comunhão do corpo e do sangue do Cristo crucificado, é o fundamento da Igreja Cristã. Nesse aspecto, Maria Santíssima é o primeiro “sacrário” do Homem/Deus, sob a face da terra. Quando Ela ofereceu seu ventre virginal para incorporar a encarnação do Filho de Deus, o Redentor, fixou uma relação de profunda intimidade do Cristo com a humanidade. E, nessa ação íntima entre Deus/Filho e a pessoa humana de Maria, firmou-se uma relação de compartilhamento entre a Virgem Maria e o Mistério da Eucaristia. No Corpo Divino de Maria habita o Corpo e o Sangue glorificado do Cristo, no qual se contempla o modelo da mais perfeita Mulher e Mãe, como também o icone da mais perfeita imitação do Cristo. Ao ver a Mãe, vê-se o Filho...

MARIA é a “fonte” da água viva (que é Cristo) que nos alimenta e nos ilumina rumo ao reino de Deus/Pai. Ela é a “mão” que nos conduz aos braços do Deus/Filho. Ela é a “promessa da verdade” que nos faz acreditar na Fidelidade e na Bondade de Deus, pela força transformadora do Espírito Santo, que nos faz acreditar (mais do que crer) no Amor e na Misericórdia do Cristo, enfrentando a maldade dos perseguidores. A Veneração à Maria e a Adoração ao Cristo não podem ser desassociadas... Não há como separar o Filho (Cristo) de sua Mãe (Maria); nem afastar a Mãe (Maria) do seu Filho (Cristo)... Pensemos nisso! Por hoje é só.

 
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