| Jesus, o Cristo, é a figura mais extraordinária da humanidade. Homem e Deus. Um ser Humano e Divino. Um jovem cuja história bíblica só se conhece do seu nascimento até 12 anos de idade. E, quando adulto, dos 30 aos 33 anos, quando ocorre suaMorte de Cruz. Os Evangelhos Sinóticos ou Canônicos (aqueles contidos na Bíblia) não narra onde Jesus passou seus anos de juventude. Os Evangelhos Apócrifos (do grego “Apokryphos”, que significa “oculto” ou não autêntico) relatam que Jesus viveu com João Batista (o batizador do Rio Jordão), seu primo em 2ª grau, entre os Essênios, na comunidade de “Qumram”, onde receberam ensinamentos sobre a moralidade judaica. João Batista, ao contrário de Jesus, perdeu os pais (Izabel e Zacarias) ainda pequeno e foi criado por outras pessoas. Aos 30 anos deixou o deserto e a companhia dos Essênios e foi pregar a palavra de Deus, como percursor do Messias. E não é só isso! Nos Evangelhos Apócrifos de Tiago, de Tomé, de Felipe e de Maria Madalena foi possível compreender que a pedra angular do Cristianismo é a Ressurreição do Cristo. Mas essa doutrina cristã só veio a ser consolidada depois de 40 anos da Crucificação do Mestre de Nazaré.
Para o povo Judeu, na época de Jesus, a crucificação pôs fim à missão de Jesus. Por isso, o Judaísmo até hoje ainda espera a chegada do Messias, como enviado de JAVÉ, pois Jesus foi apenas um profeta, assim como João Batista. Para o Islamismo, a missão de Jesus também teve fim na Morte de Cruz. Segundo o profeta Maomé, Jesus não deu continuidade à obra de Deus, porque morreu cedo. Para os muçulmanos, Maomé foi o continuador dessa missão, sendo precedido em seu papel de profeta por Jesus Cristo, João Batista,Moisés, David, Jacob, Isaac, Ismael e Abrão. “ALÁ é o único Deus, e Maomé o seu profeta”.
Na Bíblica Cristã (Evangelhos Canônicos), Jesus foi filho único e unigênito de Maria e de José. A virgindade de Maria é defendida pela quase totalidade dos Evangelhos Apócrifos. Segundo a tradição, Maria era virgem antes, durante e depois do parto. Nos escritos apócrifos, Maria é chamada de a "Força", a "Mãe das luzes". José tinha 83 anos
quando se casou com Maria, uma jovem de 15 anos. Ele era carpinteiro e viúvo. Com sua primeira esposa, José teve seis (6) filhos, sendo quatro (4) homens (José, Tiago, Judas e Simão) e duas (2) mulheres (Lídia e Lísia). Os irmãos de Jesus eram irmãos de criação. José, o pai, já surdo, morreu quando Jesus tinha 19 anos. Com a morte de José, Maria, sua esposa, foi viver com Lídia e Lísia. Tanto Jesus Cristo, quanto João Batista, não optou pelo casamento, porque os Essênios não se casavam (Cf. ERBETTA, 1981, XIV).
João Batista, ao deixar a Comunidade de Qumram, reuniu 12 discípulos, pois esse era o número do Conselho de Qumram. Foi lá, no deserto de Qumram, que João aprendeu a jejuar e a comer apenas gafanhotos e mel silvestre, produtos da natureza de Deus. Mas, Jesus surpreendeu João com outro alimento: o pão e o vinho representavam o suor do homem. João batizava todos para purificar as almas do nascimento no pecado. Jesus estabeleceu uma nova regra: não bastava apenas o batismo com água, mas também a libertação das trevas.
Quanto Ele disse “Eu sou a Verdade e Vida”, não se referia a si mesmo, mas o sentido do legado de sabedoria que deveria deixar aos homens com seus ensinamentos de fraternidade e de fidelidade. Por isso, antes que qualquer outro João Batista foi o primeiro a reconhecer em Jesus a figura do Messias: “Um homem tão notável que não sou digno de lhe tirar as sandálias”. Disse João: “Eu não o conhecia, mas quem me enviou para batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires descer o Espírito e permanecer, esse é que batiza no Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus”. Pensemos nisso. Por hoje é só. |