quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Julio Cezar e o dilema das mudanças em sua equipe: em time que está ganhando se mexe?

Por Redação

Julio Cezar

Faltando menos de um ano para o pleito eleitoral de 2020, o prefeito Júlio Cezar encontra-se em uma tarefa difícil.

Titubeante em quase todo seu mandato quanto a mudança de seus assessores – com pouquíssimos clarões de acerto em sua gestão, se não mudar as peças que compõe seu governo imediatamente, ele poderá dançar o toré da derrota na tentativa de reeleição.

Sabe-se que em time que está ganhando não se mexe. Mas pergunta-se: o time de Júlio Cezar está vencendo o jogo da administração?

O Flamengo – time do coração do prefeito palmeirense – é um exemplo. O técnico ia mal e escalava mal. O presidente do clube mudou o técnico e esse, o time. Hoje é o líder do Campeonato Brasileiro, com folga.

E o torcedor rubro-negro Julio Cézar com poderes soberanos em Palmeira dos Índios precisa imitar Jesus, o técnico do time carioca sob pena de perder sua coroa.

Eleito em 2016 com o voto popular – do feirante, do comerciário, da empregada doméstica, do pião de obra, do servidor público e da juventude que acreditava no “Obama palmeirense” em alusão ao presidente americano da época e que estava na moda, Júlio Cezar começou sua gestão – como costuma dizer o cientista político local Azeário Ferreira, referindo-se a prefeitos que iniciam mandatos – igual a vassoura nova, não deixava passar nada – varrendo tudo para fora.

E Julio assim o fez, varreu tudo do que ficou da segunda gestão impopular de James Ribeiro (eis o mal da reeleição e do segundo mandato!).

No afã de ser o “gestor do povo”, cometeu até injustiças administrativas – “engolindo corda” de parte de sua equipe nomeada para a administração, alguns incompetentes e outros até forasteiros – sem raízes nenhuma com as coisas da terra – e que não possuíam vínculo com o eleitor que lhe deu a vitória esmagadora nas urnas.

Sem tino para gestão interna – que beira à bagunça desde que assumiu – o imperador (alcunha que ganhou da imprensa local) – passou a visitar com frequência as arenas públicas (suas redes sociais) para vender a população uma imagem de que Palmeira ia dando certo, enquanto a gestão inchava.

Sua exposição demasiada no primeiro tempo da partida provocou a repulsa do povo e Cezar decidiu se recolher das redes, aparecendo com mais moderação. Porém deixando a prefeitura na mão dos assessores, a gestão degringolava por causa da má orientação dos “chumbetas” e mamadores do erário que diziam ao “patrão” que tudo seguia as mil maravilhas.

O homem que anunciava o governo com no máximo 10 secretarias, até o mês passado – quando estourou uma crise financeira – tinha mais assessores e secretários (contando os adjuntos) do que a rainha da Inglaterra, que possui até lavadora de pés.

E alguns sem função nenhuma!

É aí nesta altura quando lembramos mais uma vez do nosso expert em política Azeário Ferreira – que esclarece em sua máxima sobre o assunto – de que a vassoura quando está ficando velha, vai deixando lixo quando é passada pelo chão.

O escândalo da licitação da Escola Marinete Neves – recentemente revelado – onde vencedores não possuíam capacidade financeira para executar a obra e houve superfaturamento no processo foi apenas a ponta do iceberg do desastre que a equipe administrativa de Júlio Cezar impõe a população.

Graças a um acordo com o MPF a obra parece que vai sair, mesmo que atrasada, mas talvez não dê tempo a Júlio Cezar de inaugura-la, porque a eleição está aí se avizinhando e no período eleitoral, o prefeito candidato a reeleição é proibido de participar de atos e eventos de inauguração de obras.

A gestão de Júlio Cezar se apega – por enquanto – à estátua de Nossa Senhora do Amparo, incrustada na Serra do Goiti para rogar salvação, já que a obra do açude não tem previsão de término por ser muito complexa.

Como é de bom aviltre não debatermos coisas espirituais, partimos para o plano material, onde o discernimento é mais compreensível.

A saída de Onofre Raimundo da prefeitura palmeirense em 2018 é uma delas e foi sintomática. Era o esteio que balizava as finanças municipais e que desde sua renúncia anda maltratada.

E essa partida foi o estopim para que a malandragem reinasse e desse os jeitinhos no império de Júlio, que ou é ingênuo e deixa a coisa correr frouxa sem saber ou se transformou em um grande ator – que como dizem por aí – a Rede Globo está perdendo.

O contador Onofre até vem sendo convidado para ser candidato a prefeito em 2020 pelo Partido Novo porque deu impressão a muitos formadores de opinião de que economia é a palavra chave para o sucesso do Município.

Julio, se for ingênuo pecará! E pagará a inocência eleitoralmente pela omissão. Se não o for, estiver encenando – pagará o mal pela cumplicidade ou pela autoria intelectual dos erros.

Em que pese a tempestade, o interessante é que ela pode passar e se a gestão de Júlio Cezar, correr contra o tempo poderá se salvar.

Para isso, é preciso fazer ajustes, especialmente em sua equipe direta de assessores e secretários. Isto porque se fôssemos procurar uma área da gestão que se indique como plenamente eficiente – não se acha uma sequer – pois existem problemas graves ou falhas grosseiras.

E na administração como um todo – não se acha uma área sequer – que não se aponte arrogância, prepotência e assédio (conforme denúncias) no atendimento a populares e servidores públicos do quadro efetivo (que andam cada vez mais escassos dentro da administração).

E este tipo de conduta, não foi a ensinada por Zé Pião e Dona Dadá – a querida verdureira da Palmeira de Fora e pela professora Julia (sua tia) ao menino Júlio Cezar que conquistou o povo pela simplicidade e humildade.

E aqui não precisamos ser mais descritivos ou exatos no momento. Os nomes estão aí nas redes sociais. Cabe a Júlio Cezar  que declarou recentemente que faria mudanças – enquanto tiver tempo – botar para fora os incompetentes, arrogantes, “mamadores” e “chumbetas” ou ficar conivente com aquilo que ele sempre repudiou.

O tempo urge! E as pesquisas estão aí. Por falar nelas, uma será divulgada nesta Tribuna do Sertão em breve e vai revelar a opinião do cidadão palmeirense.

 

Sheila Duarte vai para a Secretaria da Mulher

Primeira mudança

Ontem (01) Julio Cezar anunciou Sheila Duarte do PT para o lugar da educadora Márcia Souza. A ex-vereadora e ex-adversária na eleição de 2016 vai assumir a Secretaria da Mulher, que nem sede ou sequer uma sala tem.

Pelas redes sociais, Sheila confirmou que aceitou o convite. Porém, informações chegadas à Tribuna do Sertão dão conta de que só o fez após consultar o deputado Paulão, seu guru político.

A princípio candidata a vereadora ou quem sabe a vice-prefeita em 2020, a petista ficará no cargo até março quando terá que se desincompatibilizar para o enfrentamento eleitoral.

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