sábado, 19 de outubro de 2019

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Tributo a Dêvis de Melo

Por Laurentino Veiga

Nas minhas andanças literárias à procura de livros para comentar semanalmente, deparei-me com uma obra escrita pelo saudoso jornalista-advogado Dênis Portela de Melo Aliás, veio à tona a pedido de seu irmão Denis Portela de Melo. Engenheiro-escritor com vários livros publicados na contemporaneidade. Pra Não Dizer que  passei Em branco. Cento e sessenta e cinco páginas recheadas de artigos/ crônicas inseridas na imprensa alagoana na época de sua bem-sucedida trajetória de ícone do jornalismo alagoano.

Dentre elas, destaco todas que foram escritas com muita propriedade, a saber: Rapidamente, Corrupção Tem História, Sempre Cabe Mais Um, Plumas, Mulheres e Políticos, O Canto dos Candidatos, Trajetória de Um Político ( I / II / III), Entre o Céu e a Terra, Todo Relógio Quer Corda, O Peso da Responsabilidade, Mudança de Comando, Abóboras e Abacaxis, Vale Tudo, Pela Cor, Verdades e Mentiras, Uma coisa e outra, Política e Pecuária, Entre Ingênuos e Espertos, Lembrando Uma Época, Tempos de Gazeta, O Passarinho de Bocage, O tempo e os Costumes, O seqüestro do Governador, a Solução do Enigma, Além da Queda, Coice, As Parcas e o Destino dos Homens, Comer e beber Bem, De Bichos e de Homens, De Volta ao Passado, O Dente do Mestre Osório, Estilo Intrigante, Idade Nova, Envelhecendo, Pena de Talião,  Herói por um Dia, Um livro Sobre o estudantil, Questão da Palavra, Um Coco na Viçosa, Ponto Final. E, por último, uma coletânia de fotos que retrata uma época vivida pelo autor.

A obra, por sua vez, fora apresentada pelo escritor José Casado Silva. E, portanto, vale reproduzir o que dissera o signatário. “ O autor empregou , como é comum na imprensa que não se pretende solene ou que tem intenção humorística, expressões coloquiais e recursos  análogos. Procurou, desse modo, evitar o tom doutrinal, que daria a seu trabalho estilo incompatível com o gracejo que quase sempre o concluiu, Há ocasião para tudo: não se veste na praia o que se usa em recinto grave, e o calçado do bailarino difere muito do que é utilizado pelo escafandrista”.

Por essas razões, li-a de um fôlego só. Crônicas agradabilíssimas recheadas de humor e, ao mesmo tempo, com muita densidade jornalística. E, portanto, recomendo sua leitura àqueles amantes da arte de escrever gostoso.Tributo a Dêvis é, por excelência,  justiça que faço ao filho ilustre da velha Viçosa cujo genitor Dr. José Maria de Melo fora alcaide da Atenas das Alagoas.

“ Entusiasmado com a repercussão favorável aos seus livros – ele já publicou  quatro, ultrapassando a marca do nosso querido pai, que ficou em três – , o meu irmão Denis perguntou-me por que também não publicava um livro. Respondi-lhe não dispor do material indispensável, em quantidade  ou qualidade, o suficiente para preencher as páginas de um volume, vindo-me à mente, neste instante, acautelando-me na prudência, o conselho de Platão, segundo o qual o sábio fala porque tem alguma coisa a dizer: o tolo porque tem de dizer alguma coisa.As páginas aqui enfeixadas são as que me  foi possível encontrar.Água mole em pedra dura…E assim tomou corpo Pra não dizer que passei em branco, sem maiores pretensões ou sentimento de culpa pela ousadia”.

Desse modo, ei-lo para o deleite da legião de amigos que deixou no Planeta Terra.E, por tudo isso, sou responsável para dizer que o autor fez bem. Escreveu suas memórias a fim de se imortalizar na seara literária. Agradeço ao mano Denis pela feliz iniciativa de fazer um grande favor de animar ao mano pela tarefa concluída. Assim sendo, parabenizo-o pela grande iniciativa. Pra não dizer que passei em branco configura uma faceta de um homem que viveu para fazer o bem. E, sendo assim, peço a Deus que se apiede de sua bondosa alma.

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