sábado, 19 de outubro de 2019

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Segurança Pública conta com o auxílio dos animais para salvar e proteger vidas em Alagoas

Por Assessoria

Mais de 80 cavalos fazem o policiamento ostensivo e em grandes eventos. Foto 2: Canil do Corpo de Bombeiros foi fundado em 2015. Foto 3: Cães atuam na busca de drogas, explosivos e pessoas desaparecidas.)

Mais de 100 animais, entre cavalos e cães, integram as corporações da Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros Militar (CBM), em Alagoas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) celebrou o Dia Mundial dos Animais, na sexta-feira (4), destacando o papel fundamental, que esses bichos desempenham salvando e protegendo vidas, nas forças de segurança.

CAVALARIA DA POLÍCIA MILITAR

O Regimento de Polícia Montada (RPMon), mais conhecido como a Cavalaria da Polícia Militar, foi criado em 1991. Desde a criação, os cavalos fazem policiamento ostensivo, diariamente, e policiamento em grandes eventos, como jogos de futebol, reintegrações de posse, manifestações e controle de distúrbios civis.

Atualmente, o RPMon conta com plantéis nas cidades de Maceió e Arapiraca. Em Arapiraca, 12 cavalos formam um pelotão montado, que atende o município e as cidades circunvizinhas. Já em Maceió, são 70 animais que atendem a capital e o restante do estado.

Os cavalos começam o treinamento desde poldro, para que sejam obedientes e não se assustem com facilidade, e vão para rua com aproximadamente quatro anos de idade. Eles trabalham em torno de 20 anos, mas quando se aposentam continuam na Cavalaria até chegar a hora de “descansar”. Hoje, a Cavalaria conta com cerca de seis animais que não trabalham mais.

Além dos animais, mais de 100 policiais trabalham no RPMon e, ao ingressar, os militares passam pelo Curso de Policiamento Montado (CPMon), com duração de 90 dias, para estarem aptos a trabalhar com os cavalos. Cada policial tem seu cavalo e é responsável pelo treinamento e cuidados com o animal, que faz com que eles criem laços que são mantidos mesmo após a aposentadoria dos cavalos.

O sargento Ernandes está na Cavalaria desde a criação e disse não se enxergar em outro tipo de policiamento. “É um trabalho muito prazeroso, estou aqui há 28 anos e o principal para fazer parte daqui é gostar de trabalhar com o animal porque nós criamos um vínculo muito grande com ele, uma relação afetiva muito boa”, contou.

O policiamento montado ordinário conta com 12 cavalos, sem área específica de atuação. Atualmente, trabalha em dias alternados nas áreas do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) e Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd). Além disso, atua no reforço e recobrimento de áreas solicitados pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC).

O comandante da Cavalaria, tenente coronel Ascânio, contou que os números nas áreas que o policiamento ordinário montado vem atuando apresentaram grandes reduções, como é o caso dos assaltos e Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

“O cavalo consegue trafegar em áreas que o policiamento a pé e as viaturas têm dificuldade, como ruas estreitas, areia da praia e terrenos de lama, e tem a locomoção mais rápida que o policiamento a pé, daí conseguimos recobrir uma área de cinco ou seis duplas de homens a pé, e temos mais visibilidade porque estamos em cima, além disso, impõe mais segurança ao policial e a população também tem um pouco de medo do animal, então vem surtindo muito efeito”, afirmou.

CANIL DO BOPE

Além dos cavalos, a Polícia Militar conta com 25 cães que auxiliam em diversas atividades de apreensão de drogas, detecção de explosivos e busca e salvamento.

Fundado em 1991, o Canil Tiradentes, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PM, seleciona os animais ainda quando filhotes para realizar os primeiros treinamentos básicos de guarda e proteção até os dois anos de idade. Os animais que se mostram aptos a fazerem parte do canil, são conduzidos a mais um treinamento, o de faro, que é a principal atividade dos cães quando estão na ativa.

O serviço policial com cães trabalha com as raças pastor alemão, pastor belga malinois, rottweiler, labrador e cane corso. Eles treinam diariamente e trabalham por cerca de oito anos. Após esse tempo, “aposentados”, os animais podem ir para as casas dos adestradores ou permanecer no canil, onde ficam por toda a vida.

O comandante do Bope, major César Monte, fala sobre a importância da ajuda dos animais para a Polícia Militar. “O cão é uma ferramenta importantíssima, tanto na área de guarda e proteção, quanto no combate ao crime. Quando são utilizados para farejar drogas, explosivos e armamentos, os animais nos indicam o local onde o policial deve fazer a revista mais aprimorada, e, da mesma forma, os cães de captura, que buscam pessoas e corpos”, disse.

CANIL DO CORPO DE BOMBEIROS

Os amigos de quatro patas também são parte estratégica do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL). Desde 2015, os animais auxiliam os trabalhos do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e, atualmente, o canil conta com cinco cães que atuam nas ocorrências de busca, salvamento e resgate em todo o estado.

Scooby, Txuca, Rex e Ragnar são da raça labrador e a Joy.é uma boiadeiro australiana. Os primeiros soldados de quatro patas foram a Txuca, que foi uma doação do CBM de Santa Catarina, e o Scooby, que foi adquirido aqui em Alagoas mesmo. Depois, o grupamento fez a aquisição da Joy e a Txuca cruzou com um cão de Pernambuco e teve o Rex e o Ragnar.

O treinamento dos cães tem duração de um ano meio e depois de aptos eles podem trabalhar por cerca de oito anos. Em Alagoas, a técnica utilizada é a de venteio, onde o animal busca qualquer tipo de odor humano. O trabalho é realizado por meio de reforço positivo. Quando o cão faz algo que os militares querem que ele faça, é premiado de forma positiva, geralmente com um brinquedo, para que o trabalho seja algo prazeroso. E vai reforçando esse comportamento até que fique apto a trabalhar.

Antes de começar o trabalho com os animais, os militares se especializaram no curso de formação de bombeiro cinotécnico para as atividades de buscas com os cães em diversos tipos de situações e também aprenderam sobre aspectos de criação e manutenção dos animais. Atualmente, nove militares trabalham no canil e cada cão tem o seu condutor, que é a pessoa que o acompanha desde filhote.

As principais ocorrências atendidas são de pessoas perdidas em área rural e buscas de pessoas que ficam soterradas, em deslizamentos ou desmoronamento de prédios.

Um dos responsáveis pela implantação do serviço de busca e resgate com cães, o capitão Jorge Luiz, conta que eles têm uma rotina diária de treinos e precisam de algumas características especificas para o serviço.

“Fazemos treinamento diário de latido, localização, obediência e também treinamento físico porque eles precisam manter o condicionamento, já que nós temos dificuldade aqui no Nordeste, por causa do clima desfavorável. E para atuar nas buscas, precisamos que o cão seja dócil, para localizar a vitima sem agredir; inteligente, para que seja fácil treiná-lo; e tenha um bom faro, porque é através de odor que vai localizar a vitima”, afirmou.

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