quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Medalhistas de prata, alunos do Ifal Palmeira garantem vaga no “Robótica 2019” no RS

Por Assessoria

Imagine um espaço onde estudantes de diversas partes do país podem ter acesso a novas tecnologias e tratar de temáticas como robótica educacional e assistiva, além de automação, inteligência artificial e indústria 4.0. Este espaço foi desenvolvido especialmente para o evento Robótica 2019, realizado na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) no Rio Grande do Sul, entre os dias 22 e 26 de outubro. O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, esteve no evento, através da participação dos estudantes de Informática: Gisele Dantas e Felipe Sotero, além do professor Emerson Ferreira.

A participação veio após aprovação dos alunos na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O campus Palmeira contou com 53 estudantes na 1ª fase, destes, classificaram-se quatro para a 2ª, restando Gisele e Felipe como medalhistas de prata e participantes do minicurso promovido pela olimpíada. No total, somente no Ifal Palmeira, foram nove alunos premiados com certificado de Mérito Estadual, um medalhista de bronze e dois medalhistas de prata.

Segundo Emerson, a fase final consiste em um minicurso de robótica prática. Oportunidade em que os alunos têm a chance de ter o primeiro contato com a robótica e programar seu primeiro robô. A ideia é que esses alunos sejam multiplicadores em suas instituições e que possam voltar para a OBR em 2020, não mais na modalidade teórica, e, sim, na modalidade prática.

“Durante o minicurso, os alunos também participaram de desafios, sendo sorteados para compor equipes finalistas da modalidade prática, tendo a experiência de conviver com alunos dessas equipes e adquirir experiência do processo de planejamento, programação e competição na modalidade prática”, diz o docente.

Esta não é a primeira vez que o Ifal Palmeira participa da OBR. Em 2010 e 2011, por exemplo, a unidade de ensino participou da modalidade teórica, e, em 2012, da modalidade prática. Por isso, motivados pelos resultados obtidos anteriormente e incentivos por estudantes que querem ter o contato com a robótica, Emerson e o professor Rodrigo Raposo (Física) abraçaram a ideia de trazer a OBR novamente para o campus.

“A OBR é um evento fantástico, que envolve alunos em diversas categorias indo dos 6 aos 19 anos de idade. Faz parte de um evento maior ainda, chamado de Robótica 19, que envolveu competições com abrangência latino-americana, conferências internacionais e mostra científica. Na época, tínhamos um grupo de robótica no campus, mas que terminou ficando desativado por um tempo. A ideia é fortalecer o grupo novamente para envolver uma maior quantidade de alunos”, ressalta Emerson.

Para os docentes participantes da Robótica 2019, uma programação especial: o Workshop de Robótica na Educação (WRE). Trata-se de um evento internacional, focado em projetos de pesquisas e de extensão na área. “Foi um evento muito importante para conhecer as diversas iniciativas no Brasil e até fora, estabelecer contato com grupos e professores de todo o país.

A expectativa é muito boa de aplicar o que foi aprendido em nosso campus, buscando levar alunos não só da modalidade teórica, como também da modalidade prática”, conta Emerson.

Preparação

Medalhista de prata, Felipe Sotero afirma que sua preparação para a OBR se deu através da pesquisa de conteúdos que cairiam na olimpíada e resolução de provas anteriores. De acordo com o estudante, além de conteúdos específicos, são cobradas disciplinas como: Matemática, Física, Química, Biologia, entre outras. “Em relação aos conteúdos gerais, não precisei me aprimorar muito, pois o Instituto forneceu todas as bases nessas áreas. Meu foco foi mais na área de robótica e suas aplicações”, conta o estudante de 17 anos.

Em relação ao evento, o que mais chamou sua atenção foi a grandiosidade dele. “Havia uma escala de jovens na área de robótica que eu nunca havia visto antes. Isso me fez perceber o quão pertinente é a temática na atualidade. Também pude ter contato com ideias e projetos de todo o lugar do Brasil”, lembra Felipe.

Meninas na Ciência

Em um país onde as mulheres vão conquistando aos poucos um espaço no mercado de trabalho, o desafio de Gisele é buscar também seu lugar na ciência. No minicurso do qual ela participou, Gisele era a única menina presente. Com apenas 16 anos, a garota acha que isso se deve ao fato da ideia de que eventos de robótica são restritos ao universo masculino, algo que deve ser combatido.

“As mulheres estão conquistando seu espaço, por isso é importante essas ações cheguem até essas meninas para que elas saibam que podemos ser o que quisermos, basta ter vontade. O minicurso foi ministrado por duas professoras que me disseram que hoje a área de Engenharia da Computação é formada em sua maioria por mulheres, o que me deixou muito feliz”, garante a estudante.

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