quinta-feira, 21 de novembro de 2019

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Homenagens e emoção marcam formatura de Engenharia Civil no Ifal Palmeira

Por Assessoria

“Sem dúvidas, os principais obstáculos que enfrentei ao fazer o curso de Engenharia Civil foram ficar longe da minha família e convencer meus pais de que eu teria sair de casa”, relata a estudante Cícera Fernandes, de 25 anos. A realidade de Cícera confunde-se com a de milhares de brasileiros que na busca por um lugar ao sol, deixam cedo a casa dos seus pais. Ontem, ela vivenciou a prova de que o esforço valeu a pena, afinal a quinta-feira, 10/10, marcou o dia de sua colação de grau em Engenharia Civil pelo Instituto Federal de Alagoas, campus Palmeira dos Índios.

Em uma solenidade concorrida no auditório do campus, 24 alunos das turmas 2018.2 (Jackson Pedrosa) e 2019.1 (Jesimiel Pinheiro) colaram grau. Compuseram a mesa da cerimônia: o diretor-geral do Ifal Palmeira, Roberto Fernandes; o diretor de ensino, Israel Crescêncio; o coordenador do curso, Fernando Nascimento; a professora e patronesse, Sheyla Marques; o paraninfo e docente, Guilherme Viana; e os professores: Jesimiel Pinheiro e Jackson Pedrosa, que “emprestaram” seus nomes às turmas. 

Durante a colação, o diretor-geral, que também foi professor dessas turmas, não escondeu a emoção e lembrou da responsabilidade que eles terão daqui por diante. “Como professor, fico emocionado, mas com a certeza de que vocês são exclusivos e serão a nossa vitrine no mundo afora. Lembrem-se de que as responsabilidades são maiores, mas todos vocês estão prontos para encará-las, pois têm conhecimento técnico e foram preparados para tal missão”, disse o gestor.

A oportunidade foi de fazer uma devida homenagem também aos professores que fizeram parte da mesa, além dos técnicos administrativos, Zenilton Quaremos e Marcos Granja. 

Dever cumprido

Cícera Fernandes tem uma história antiga com o Ifal. Antes de cursar Engenharia Civil, ela fez o curso técnico em Segurança do Trabalho, fase de sua vida em que foi influenciada pelos professores a fazer a graduação. Cícera saiu de casa cedo, mas hoje tem a convicção de que o esforço foi necessário e hoje ela colhe os frutos. 

“Jesimiel foi um desses docentes quem me inspirou. Ele me incentivou a fazer Engenharia e foi então que descobri minha paixão pela área. Por morar em um sítio, tive que me mudar para Palmeira dos Índios, pois ficava muito cansativo ter que ir e voltar todos os dias. Através de muita insistência, consegui o apoio dos meus pais e hoje estou aqui”, lembra a formanda que chegou a estagiar em duas empresas durante a graduação. 

Quem também saiu de sua cidade na busca pela realização de um sonho foi Victor Farias, 23 anos. O jovem morava no município de Girau do Ponciano e viu no Ifal Palmeira a chance de cursar o nível superior. Durante sua vida acadêmica, o engenheiro lembra que abraçou todas as oportunidades proporcionadas pela instituição.

“O curso não é fácil! Foram cinco anos de muito esforço e dedicação. Inicialmente, eu fui monitor por dois anos, depois eu fiz mais dois anos de pesquisas com o professor, Luciano Queirós. Tanto ele quanto Sheyla são minhas inspirações por todo o trabalho desempenhado no campus”, ressalta Victor, que tem como pretensão tanto atuar na área, como tentar o mestrado. 

Reconhecimento

O curso de Engenharia Civil é bastante conhecido no estado, devido à relevância de suas pesquisas produzidas. Além de ser destaque nacionalmente e internacionalmente, através da realização de trabalhos desenvolvidos por docentes e estudantes do curso. No ano passado, por exemplo, Engenharia Civil levou nota máxima em dois indicadores do Ministério da Educação (MEC): o Conceito Preliminar do Curso (CPC) e o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), sendo considerado o 3º melhor curso de Engenharia Civil do país.

Sua matriz curricular é composta por 10 períodos e engloba disciplinas de cálculo, geologia, estruturas, ética, entre outras. Com carga horária total de 4.314 horas, o curso tem como objetivo possibilitar uma formação ao engenheiro que lhe permita desenvolver e aplicar conhecimentos e saberes inovadores como também a leitura e interpretação dos aspectos sociais, políticos, econômicos e ambientais. 

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