segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Agenda fraca e foco em China-EUA limitam alta robusta do Ibovespa

A agenda fraca de indicadores dão pouco espaço para que o Ibovespa tente alta robusta no início do pregão desta sexta-feira, 20, que já conta com desempenho moderado das bolsas europeias e de Nova York. Com isso, notícias corporativas podem ganhar espaço. Lá fora, volta ao radar o impasse comercial entre EUA e China, mas ainda sem gerar nervosismo. Por enquanto, o tom é de cautela após um conselheiro norte-americano afirmar que o país está pronto para subir o tom da guerra comercial bilateral, podendo elevar tarifas.

Mas, pouco antes do fechamento deste texto, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) determinou a isenção de tarifas a 437 produtos da China, num total de US$ 250 bilhões em importações. As bolsas norte-americanas sobem, mas também de forma tímida

Ontem, o principal índice à vista da B3 terminou em leva queda de 0,18%, aos 104.339,16 pontos, depois de tocar os 106 mil pontos, depois de notícias desfavoráveis sobre as negociações comerciais sino-americanas. “O noticiário da tarde de quinta-feira não foi muito bom, com comentários sobre possíveis aumentos de tarifas”, diz Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Às 11h08, o Ibovespa subia 0,18%, aos 104.497,49 pontos.

Caso China e EUA não cheguem a um acordo em breve, o governo norte-americano pode subir tarifas sobre bens chineses para 50% ou 100%. Uma delegação chinesa está em Washington desde quarta-feira para preparar a retomada de negociações entre autoridades de alto escalão das duas maiores potências econômicas globais, em outubro.

A Bolsa, acrescenta o analista, deve acompanhar os mercados de ações internacionais mas com investidores atentos as negociações entre dos dois países. “Não tem nenhum driver importante neste momento. Acredito que a leve alta seja mais uma recuperação do mercado pessimista ontem à tarde. Mercado ficará no aguardo de notícias sobre o debate comercial”, avalia Chinchila.

Na seara corporativa, além da queda de 0,72% do minério de ferro no porto chinês de Qingdao, investidores da Vale também acompanharão notícias divulgadas entre ontem e hoje sobre a empresa. A companhia foi condenada pela Justiça de Minas Gerais em uma ação individual, tendo que pagar um total de R$ 11,875 milhões aos familiares de dois irmãos e uma mulher grávida mortos no rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

Informações dão conta que a Polícia Federal indiciou, na noite de quinta-feira, sete funcionários da mineradora e seis membros da consultora TÜV SÜD pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos envolvendo a tragédia de Brumadinho. As duas empresas também foram indiciadas.

Atenção ainda aos papéis da Eletrobras. Ontem, as ações reagiram em baixa e voltam a ceder, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmar que o governo não tem base para conseguir aprovar privatização da empresa.

Autor: Maria Regina Silva
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