domingo, 15 de setembro de 2019

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USF Reginaldo promove ações no Agosto Lilás

Por Assessoria

Ações têm o objetivo de envolver a comunidade e os profissionais. (Foto: Neno Canuto/ Ascom SMS)

Dando continuidade à campanha do Agosto Lilás, mês dedicado à prevenção e ao combate à violência contra mulher, a Unidade de Saúde da Família (USF) Vale do Reginaldo promoveu nesta sexta-feira (23) uma série de atividades junto à comunidade. A campanha de 2019 tem como tema “A violência contra a mulher não tem desculpa”, e é realizado pela Gerência de Atenção à Saúde da Mulher, em parceria com o Grupo de Trabalho (GT) Cultura da Paz e Diretoria de Vigilância em Saúde.

Para Cilene Clemente do Nascimento, diretora administrativa da USF Reginaldo, as ações têm o objetivo de envolver a comunidade e os profissionais em torno de um tema muito importante e delicado. “Para mim, a mobilização que realizamos na comunidade foi um sucesso. Conseguimos envolver muitos profissionais e usuários em torno da conscientização sobre a violência contra a mulher, levando uma mensagem de apoio a cada uma delas. Para o sucesso dessa ação, contamos com a parceria da Coordenação dos Distritos Sanitários, da própria SMS, da Associação AME, da Unit e da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar”, destaca.

Cilene Clemente do Nascimento, diretora da USF Reginaldo. (Foto: Neno Canuto/Ascom SMS)

Durante a manhã, os usuários participaram de palestras em salas de espera sobre como identificar sinais de violência contra a mulher, ministradas por profissionais da assistência social da unidade e do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (Nasf). Houve ainda exposição de peças artesanais fabricadas por mulheres da própria comunidade, oficina de confecção de sabão, confecção e distribuição de lacinhos roxos alusivos à campanha, além da presença da Associação AME, do Sindicato dos Enfermeiros (Sineal) e da major responsável pela Patrulha Maria da Penha, que levou uma mensagem de conscientização para as mulheres presentes. Ao final do dia, elas participaram de um café da manhã saudável.

Para Júlia Nunes, presidente da Associação para Mulheres (AME), muitas mulheres ainda não sabem que são vítimas de violência. “Muitas só descobrem depois que passam por uma agressão física e temem pela própria vida. Então, quando entramos na comunidade, falamos coisas do cotidiano dessas mulheres e informamos que certas situações que acontecem dentro da casa dela, que o marido faz, que o filho reproduz, é violência e tem que parar. Se conseguirmos trabalhar essa violência do início, acredito que podemos diminuir bastante o número de feminicídios. Sem contar que empoderamos essas mulheres também, pois uma mulher consciente do valor que ela tem lida melhor com qualquer tipo de violência, seja psicológica, física, porque ela sente que não merece”, explica.

Júlia Nunes, presidente da Associação AME. (Foto: Neno Canuto/ Ascom SMS)

A AME é uma associação sem fins lucrativos que acolhe vítimas de agressões físicas, sexuais, obstétricas, psicológicas, morais e patrimoniais. A entidade busca contribuir para que o ciclo seja quebrado, realizando atendimentos especializados de forma gratuita para mulheres hipossuficientes e de boa fé. São prestados apoio jurídico, social, psicológico, odontológico, econômico, psiquiátrico, social, clínico, estético e nutricional para essas mulheres.

Apoio em casos de violência

“A mulher vem sofrendo violência durante muito tempo, mas ela precisa saber que não está sozinha, que hoje temos instrumentos para ajudá-las a se livrar dessas violências, sejam física, moral ou psicológica. Dentro de nosso Município, elas podem ir a qualquer unidade de saúde procurar um profissional, conversar e informar o que está acontecendo para que ela conheça os instrumentos disponíveis de modo que ela tenha essa ajuda”, afirma a representante do GT Cultura da Paz da SMS, Roseane Andrade.

“Hoje nós temos o Disque 100, o Disque 180, a Patrulha Maria da Penha e a Promotoria Pública, todos engajados nesse trabalho de proteção. Nas unidades de saúde, nossos profissionais estão preparados para receber essa vítima. Se for criança, uma das primeiras providências é encaminhar para o Conselho Tutelar. Já se for adulta e precisar de atendimento médico, temos o HGE como um dos pontos de atendimento. As adolescentes até 14 anos são encaminhadas para a Maternidade Escola Santa Mônica. O mais importante é conscientizá-las de que elas não devem ficar caladas, devem quebrar o silêncio para que só assim possam ser apoiadas e ajudadas”, completou Roseane.

Ações nas unidades

No dia 22 de agosto, as unidades de Saúde da Família Paulo Leal, no Feitosa, e USF João Sampaio promoveram palestras em salas de espera com os pacientes para alertar sobre a temática e conscientizar as mulheres que podem estar sofrendo algum tipo de violência.

“Essas ações nas duas unidades contaram com grande adesão das mulheres que se colocaram nas discussões, contaram suas histórias de vida. O GT Cultura da Paz se sente feliz por todos que abraçaram a causa”, comemora Roseane Andrade, representante do GT Cultura da Paz da SMS.

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