quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Esfacelamento político do grupo de Rogério Teófilo vem à tona

Por Redação

Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha saiu do casulo e à imprensa discorreu sobre suas pretensões eleitorais para a eleição municipal de 2020.

Após ter assumido recentemente o comando do PSDB, que sempre teve um papel preponderante em Alagoas, mas que nos últimos anos – após a saída de Teotonio Vilela do governo do Estado declinou em número de filiados e comando de prefeituras, especialmente no interior, Rodrigo Cunha resolveu tomar as rédeas para valer da agremiação tucana e passou a fazer a articulação partidária pessoalmente para tentar resgatar a legenda que foi outrora a mais forte do Estado de Alagoas.

Visitou municípios estratégicos a exemplo de Palmeira dos Índios onde conversou com o prefeito Julio Cezar – ex-militar – que mal das pernas, deve retornar ao ninho tucano – tendo em vista sua relação conturbada no PSB e a possibilidade de coligar com partidos caros à Bolsonaro como o PSL e PRTB, coisa que os socialistas não permitem.

Na cidade ainda conversou com o ex-deputado Edval Gaia Filho, o vice Márcio Henrique e seu correligionário Adalberon Sá, o quase superintendente do INCRA e tratou de eleições, segundo revelou uma fonte à redação.

De Palmeira dos Índios, partiu 40 quilômetros para o sul e se dirigiu a Arapiraca, sua terra natal, onde encontrou o prefeito Rogério Teófilo – que há duas semanas vem tentando impulsionar sua agenda divulgando até “festa de boneca” – após esta Tribuna registrar que sua gestão estanca o progresso da segunda maior cidade de Alagoas.

Cunha ao ver a cidade estagnada resolveu falar. E disse em alto e bom som à imprensa, reconhecendo que a gestão de Rogério Teófilo (PSDB) vem enfrentando problemas: “Rogério tem uma corrida contra o tempo para melhorar os indicadores de Arapiraca. A população está esperando isso. Naturalmente, ele deve ir para a reeleição. Eu espero que, nessa corrida contra o tempo, o que ele planeja dê certo”, arrematou.

Maior quadro tucano em Alagoas, pelo mandato que exerce, no senado da República, a tarefa de Cunha é árdua em Arapiraca. O senador tem uma boa relação com o deputado-federal Severino Pessoa, que de um obscuro deputado-estadual – eleito pela força da “grana” da família, se tornou na mais poderosa liderança arapiraquense e com tentáculos apontados para diversos municípios do entorno, haja vista sua influência e apoio político.

Cunha terá que ser habilidoso para tentar remendar a besteira que Teófilo fez no início do mandato ao defenestrar Fabiana, a esposa de Pessoa – sua vice-prefeita da sua malfadada gestão. Tarefa quase impossível. O mesmo ocorre com a vereadora Aurélia Fernandes, ex-secretária de saúde, mas que também foi encostada no “banco da saudade”.

 

Solidão

Moacir e Rogério; Um pode ser vice do outro

O fato é que Rogério Teófilo está praticamente sozinho. Afastou todos os amigos e ao seu lado apenas o deputado Tarciso Freire, que tem interesses e objetivos próprios e não servirá de bengala para Teófilo. Dos 17 vereadores, Rogério atualmente tem 16, mas até março do próximo ano esse número se reduzirá à metade, porque política de vereador é previsível e ao aproximar-se a eleição será um Deus nos acuda e cada um por si.

De resto, a deputada Tereza Nelma que apesar de ser da terra e ter formalizado apoio a Teófilo – fez toda sua vida política na Capital e na última eleição em Arapiraca teve apenas 1,66% dos votos válidos, ou seja, 1.657 votos, tendo pouca importância político-eleitoral no município.

O fato é nem a oposição, nem Rogério podem comemorar nada. Ambos os lados estão divididos e dificilmente se unirão.

O esclarecimento de Cunha à imprensa em relação a Teófilo é um sinal de alerta e reflexão de que sua pretensão de se reeleger em 2020 passa por três vertentes. A primeira é a de desempenho de mandato. Rogério terá que fazer e acontecer em pouco mais de um ano (até setembro de 2020) o que não fez em dois anos e meio – desde 2017. Em segundo lugar está claro que se não tiver bom desempenho até lá, é provável que fique sem a legenda tucana para disputar a eleição ou no mínimo, sem apoio das lideranças peessedebistas que não costumam pegar em alça de caixão de defunto eleitoral. E terceiro, esse o ponto mais importante que é o apoio popular. Este, falta a Rogério agora e a depender de sua lerdeza na gestão, faltará novamente – desta feita nas urnas de 2020.

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