segunda-feira, 21 de outubro de 2019

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A Globalização

Por Laurentino Veiga

Na noite de sexta.feira ( 16.8.19),  o Colégio Divino Mestre engalanou-se para receber o presidente do Conselho Estadual de Economia ( CORECON/AL), Marcos Antonio Moreira Calheiros, que, por sua vez, fora convidado pela presidente do Diretório de Economia de Santana do Ipanema da UFAL, Hiara Teixeira Ferreira Silva,   a fim de ministrar excelente Palestra a respeito das funções daquela autarquia situada na Casa do Economista (Rua Dias Cabral – Maceió – Alagoas).

Diga-se, de passagem, o alunado do Curso de Economia da Terra dos Bulhões compareceu em massa para ouvir o líder inconteste dos discípulos de Keynes naquela alvissareira noite. E, portanto, deu-se o congraçamento entre mestres locais, bem como os professores que se deslocaram da capital. Marcos Calheiros fez bonita explanação que agradou a plateia. E, por conseguinte, abriu às perguntas que foram respondidas à altura do palestrante que agradou  a gregos e troianos.

No encerramento do III SEMECO – Perspectivas Sobre a Profissão do Economista – capitaneado pela Líder Estudantil, foi convidado a falar sobre a Globalização no contexto do século XXI, tema de um livro de minha autoria – O Engodo da Globalização – que após minha falação distribui vários exemplares da obra em epígrafe àqueles que me fizeram indagações a respeito da contemporaneidade econômica.

A propósito, Adam Smith pai do liberalismo econômico do século XVIII, dissera verdades que as reproduzo na integra no sentido de referendar seu pensamento nos dias atuais: “ Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo seu próprio interesse. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas à sua autoestima, e nunca lhes falamos das nossas próprias necessidades, mas das vantagens que advirão para eles “.

Dir-se-ia que passados três séculos o neoliberalismo aporta na cadeia da produção mundial no sentido de baratear custos, facilitar o escoamento da produção, e, principalmente, diminuir o papel do Estado. E, por essas razões, doutor Paulo Guedes, ministro da Fazenda do governo Bolsonaro, impõe  uma agenda neoliberal a fim de privatizar estatais, porto, aeroportos no sentido de tornar este Brasil viável economicamente.

A Globalização Econômica  no contexto do século XXI, torna os governantes compromissados com suas decisões. Por isso, a marcha inexorável do processo neoliberal  exige competitividade/qualidade nos bens/serviços elaborados que, por sua vez, ampliam as fronteiras do consumo e ultrapassam as barreiras da concorrência imperfeita.

Torna-se imperativo ressaltar que a Globalização fora influenciada por fatos histórico/políticos, a saber: a queda do Muro de Berlim ( novembro/89); a formação de blocos econômicos ( Nafta/ União Europeia/ Mercosul); a desintegração da União Soviética com o advento dos Estados Independentes ( Ucrânia/ Lituânia). Hoje, o novo ordenamento econômico  aceita a presença do Estado como fiscalizador/ regulador das atividades econômicas. Ele tem como alvo a estabilidade monetária/ política. Aliás, é condição sine qua non para atrair empreendedores ansiosos pela maximização de lucro.

Na esteira da globalização, vê-se o aprofundamento das questões sociais, a internacionalização das empresas, o aumento da produtividade diante de novas tecnologias,o enfraquecimento das barreiras alfandegárias. Enfim, um processo onde o capitalismo torna-se cada vez mais forte.Cuba, por exemplo, desde 1959 vive num regime comunista.Resultado : a Ilha do Fidel Castro continua cercada de  pobreza por todos os lados.

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