sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Luciano Barbosa deve indicar o filho como pré-candidato em Arapiraca, aponta jornalista

Por Redação com BSM

Oposição se reúne em Arapiraca, mas se unem? Eis a questão

Na última semana, em ritmo junino, a oposição em Arapiraca se encontrou e numa imagem compartilhada nas redes sociais tentou mostrar união em torno do projeto eleitoral de 2020, quando pretende retomar a prefeitura do tucano Rogério Teófilo.

À mesa muita comida, muito papo e muita desconfiança, porque os objetivos são comuns, mas conflitantes. Todos querem a cabeça do projeto e nenhum deles vislumbra ser coadjuvante.

Deputados (estaduais e federal) e até um vice-governador com chances de assumir o mandato nos últimos 9 meses de governo querem a cereja do bolo do interior que é a prefeitura de Arapiraca, a segunda maior de Alagoas e uma das mais pujantes – pelo crescimento econômico que a cidade obteve nos últimos anos.

A união é crucial para esses atores da política agrestina, contudo, todos eles necessitam das chaves do cofre da prefeitura para manter seus projetos políticos. E diante disso a medição de forças será inevitável.

E é nesse cenário que entra a figura do vice-governador Luciano Barbosa (MDB), que deverá assumir o governo em março de 2022 e que sempre foi considerado no meio político como um trator – atropelando tudo e a todos (vide abaixo texto do jornalista Bernardino Souto Maior).

Segundo o jornalista Bernadino Souto Maior, Luciano quer a união dos grupos, porém quer a cabeça do projeto para seu filho Daniel Barbosa, neófito em eleições.

Na esteira do projeto, buscando uma vice-prefeitura e apoios futuros estariam o deputado-federal Severino Pessoa, os deputados estaduais Breno Albuquerque (filho de Dudu Albuquerque ) e Ricardo Nezinho, derrotado na última eleição para Teófilo, por 259 votos, talvez em virtude do famigerado projeto “Escola sem partido” apresentado na ALE.

Resta saber, se nessa configuração eleitoral em termos de alianças e com o histórico do vice-governador apontado pelo jornalista Bernardino Souto Maior em seu blog e reproduzido no texto abaixo sob o título “O doce veneno da traição”, – se todos esses políticos estarão satisfeitos e contemplados. Quem viver, verá!

Como é possível sobreviver na vida e na política praticando a arte de enganar, de trair, de praticar de forma egoísta seus atos, igualando-os metaforicamente ao comportamento das galinhas, que apenas ciscam para dentro?

Segundo Aurélio, o significado de traição é “não cumprir promessa, compromisso ou princípio. Ser infiel a” e, isso temos visto na política de Arapiraca. Recordo-me de político que nem conseguiu se eleger a vereador e se transformou em vice-governador. Como conseguiu? Saiu traindo a todos.

Foi pessoa do ex-Governador Divaldo Suruagy, escolhido para demitir os servidores públicos estaduais. Depois vislumbrou a chance de seguir carreira e conseguiu flechar o coração da ex-prefeita Célia Rocha e tornou-se o dono de Arapiraca, tratando mal a todos os vereadores. Sua amada, foi usada para retornar ao comando da prefeitura para encobrir as pisadas deixadas por ele e assumir a culpa que fosse necessária. A ex-prefeita nem tinha percebido, mas já tinha mergulhado em seu inferno astral. Não pode ir para a reeleição, pois quase todos a odiavam e a tinham como uma lepra política. Mas tinha que prosseguir com a ganância eterna de ser o dono da cidade, independente de quem ele poderia passar a perna ou trair.

Veio então a eleição para substituir sua ex amada e útil madrinha política. Escolheu seu alvo inicial, sua pessoa de extrema confiança, Yale Fernandes. Jogou aos leões para testar sua carne. Foi engolido com facilidade. Buscou novo nome e terminou por sobrar Ricardo Nezinho. Severino Pessoa tentou emplacar sua esposa de vice e Luciano Barbosa barrou.

Vieram então as últimas eleições. Sua ex amada e madrinha política tentou se eleger deputada estadual. Não conseguiu. Ao longo da campanha foi descoberta nova traição. Achou pouco abandonar a ex amada e ainda estimulou uma outra pessoa para atuar nas áreas que ela teria certa facilidade de votos. O resultado da votação da traída foi desastroso.

Agora iniciam os preparativos para nova traição. Ele surge ao lado de pessoas que foram jogadas a própria sorte, demonstrando que irá apoiá-los. Nesse balaio da traição estão novamente Yale Fernandes, Ricardo Nezinho, Severino Pessoa e Breno Albuquerque. Mas tudo indica que uma sombra irá novamente pairar sobre todos, pois seu filho Daniel Barbosa que é tido como a carta na manga do grande mentor.

“Com grande frequência, a política consiste na arte de trair interesses reais e legítimos e de criar outros, imaginários e injustos”, já afirmava o poeta e crítico italiano Arturo Graf. Entretanto, outros para justificar seu comportamento nefasto e apenas igualado aos das galinhas, pois essas apenas ciscam para dentro, demonstrando egoísmo, afirmam que a traição é a habilidade de se adaptar aos acontecimentos. Ao final, a política que ama a traição, abomina o traidor, pois as vezes damos muito valor a quem não merece, mas como a vida é sábia, na maioria das vezes consegue dar o seu troco”.

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