domingo, 21 de julho de 2019

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Ata repete que, neste momento, risco ligado às reformas é ‘preponderante’

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, 25, o BC volta a registrar – assim como no comunicado pós-decisão – que “o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco” ligado às reformas “é preponderante”. Na prática, o BC não vê risco maior de a reforma da Previdência fracassar, mas deixa claro que este se tornou o principal risco a ser observado.

O BC também voltou a destacar que o balanço de riscos da instituição possui fatores de risco “em ambas as direções” – ou seja, a de baixa e a de alta da inflação. Ao mesmo tempo, o BC pontuou que o risco “preponderante” neste momento é aquele ligado ao andamento das reformas no Congresso.

Assim como registrado no comunicado da quarta-feira passada, quando o Copom manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o colegiado afirmou na ata desta terça que, “por um lado, o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado”.

Por outro lado, pontuou, “uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Além disso, a instituição afirmou que este risco ligado às reformas “se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes”.

Observação

Os membros do Copom também reafirmaram na ata que é importante “observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com redução do grau de incerteza a que continua exposta”. Esta avaliação já constou no comunicado do Copom, quando a Selic foi mantida em 6,50% ao ano pela décima vez consecutiva.

Na ata desta terça, o BC também reiterou que “a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”. A taxa estrutural é aquela que, em tese, permite o crescimento econômico sem gerar inflação.

Autor: Fabrício de Castro
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