quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Temor com reforma e exterior empurra Ibovespa para abaixo de 91 mil pontos

A cautela vigora na Bolsa brasileira nesta quarta-feira, 15, e o principal índice à vista iniciou o dia aquém dos 92 mil pontos, aprofundando a queda em seguida e já abandonando esse nível. Às 10h48, cedia 1,46%, aos 90.744,12 pontos, depois de subir 0,40% ontem, aos 92.092,44 pontos. Das 66 ações, apenas duas subiam ( Vale ON, 0,92%; e Bradespar PN; 0,64%)

As notícias sobre números mais fracos da economia chinesa e dos Estados Unidos se somam às atenções que continuam em relação à guerra comercial entre os dois países, além dos desdobramentos sobre a reforma previdenciária brasileira.

Para completar, há pouco, a CSN informou que ocorreu um acidente na aciaria de Volta Redonda (RJ). Os papéis da empresa caem acima de 2,00%.

O desempenho negativo do Ibovespa é bem mais expressivo que o visto em Nova York. O Dow Jones, por exemplo, cai na faixa de 0,60%.

Por aqui, a dificuldade do governo em avançar na articulação da reforma previdenciária continua deixando o mercado cauteloso à medida que o tempo vem passando e não se tem ideia de quando a medida poderá ser aprovada e qual será o teor do texto. Desta forma, algumas autoridades têm se manifestado em defesa da reforma.

Há pouco, em evento em Nova York, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o problema do Brasil não está na PEC do teto de gastos, mas nas despesas obrigatórias, que representam quase 95% do dispêndio primário do Poder Executivo. “Nos últimos 30 anos, o Estado no país foi capturado por corporações públicas e privadas”, disse. “Caminhamos para o colapso fiscal e se nada for feito, podemos chegar ao colapso social.”

Também nos EUA, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que, a partir de reforma da Previdência, o Brasil sinalizará um norte para avanço da economia. O presidente do STF, Dias Toffoli, também saiu em defesa, afirmando que a reforma é necessária e, a tributária, “fundamental”.

Somada a essa preocupação, o clima de instabilidade no governo é também acompanhado com afinco nesta quarta em que se espera pelo depoimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no plenário da Câmara para explicar o bloqueio de verbas para educação (15 horas) em dia de paralisação em todo o País contra a medida.

Para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada, por ora não há fatos novos lá fora e aqui que permitam um comportamento diferente da cautela. “Tudo o que tem surgido não ajuda. Todo dia surgem sinais de fragilidade”, diz, ao referir-se à dificuldade do governo em avançar nas negociações a respeito da reforma previdenciária.

Na seara técnica, hoje é dia de vencimento de opções sobre Ibovespa. Porém, Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM, ressalta que isso pode não ter força para direcionar os negócios. “A tendência é de queda. O vencimento não deve animar muito a Bolsa”, diz.

Autor: Maria Regina Silva
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