quarta-feira, 24 de julho de 2019

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Prefeitura trabalha no plano operacional para a região do Pinheiro

Por Assessoria

No dia 25 de janeiro, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, veio a Maceió, onde fez visita ao Pinheiro e reuniu-se com o prefeito Rui Palmeira

Técnicos da Defesa Civil de Maceió continuam analisando os dados técnicos apresentados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para a formatação do novo mapa de operações dos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro. O trabalho, realizado juntamente com os técnicos da Defesa Civil Nacional, é fundamental para o planejamento das ações dos órgãos responsáveis pelo atendimento às famílias dos três bairros, e deve ser concluído no próximo mês.

“A atualização do mapa envolve uma série de questões. Não é só apontar o problema, mas também mostrar o que poderá ser feito para minimizar os danos”, informa Dinário Lemos, secretário adjunto especial de Defesa Civil. “O trabalho mobiliza ações de assistência às famílias, por exemplo, e tudo isso depende de ações integradas da Prefeitura com os governos Estadual e Federal, principalmente com relação à liberação de recursos”, explica.

A busca de recursos para assistência às famílias dos três bairros atingidos foi um dos motivos da viagem do prefeito Rui Palmeira a Brasília na semana passada. Mais uma vez, o prefeito se reuniu com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, para solicitar providências do Governo Federal.

“Solicitamos o apoio dos órgãos federais para a habitação da população que está na barreira do Mutange. São cerca de 1.300 famílias que moram naquele local”, afirmou o prefeito.
“Também solicitamos novos lotes de auxílio-moradia e que o governo federal disponha de um estudo para uma solução de engenharia no bairro do Pinheiro”.

O secretário Alexandre Lucas esteve duas vezes este ano em Maceió. No dia 25 de janeiro, ele visitou o bairro do Pinheiro e viu de perto as rachaduras nos imóveis. Em seguida, reuniu-se com o prefeito Rui Palmeira e com representantes da Defesa Civil Municipal e Estadual. Ele voltou a Maceió no dia 8 de maio, quando a CPRM divulgou o relatório técnico e reafirmou o apoio do órgão federal ao trabalho da Defesa Civil de Maceió.

O prefeito Rui Palmeira mobilizou os órgãos municipais em torno do Pinheiro e fez várias tratativas com o governo federal desde que o bairro registrou fissuras em ruas e imóveis, em fevereiro do ano passado. Foi graças a essa iniciativa que o Ministério das Minas e Energia disponibilizou os técnicos da CPRM para realizar os estudos científicos que apontaram as causas das fissuras e dos tremores registrados na região.

Além disso, foram viabilizados equipamentos de monitoramento, como as seis estações sismográficas que detectam o movimento do solo. Ainda no âmbito federal, a Prefeitura conseguiu recursos para o pagamento do auxílio moradia social no valor de mil reais e a liberação do FGTS dos moradores das áreas críticas do Pinheiro.

A Prefeitura também executou uma série de ações em apoio aos moradores da região. Um decreto suspendeu a cobrança de tributos municipais nos três bairros. As secretarias de Saúde e Assistência Social disponibilizaram técnicos para atendimento psicológico e o cadastramento social das famílias. A Defesa Civil realizou vistorias em imóveis e elaborou o Plano de Contingência para os três bairros, incluindo um plano de evacuação preventiva que conta com abrigo provisório localizado no Ginásio do Sesi, na Cambona.

O plano foi construído com o apoio de diversas secretarias municipais, que se reúnem periodicamente para discutir a atuação de cada pasta. No caso de uma evacuação preventiva, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai oferecer os ônibus que atendem aos estudantes para transportar os moradores, e a Secretaria Municipal de Saúde fará o atendimento médico no abrigo provisório. “É um trabalho conjunto, integrado, que precisa estar bem afinado. Essa é uma preocupação que está sendo trabalhada internamente na Prefeitura”, explica Eduardo Canuto, secretário municipal de Governo.

Para agilizar os trabalhos, a sede da Defesa Civil Municipal foi deslocada para o bairro do Pinheiro, onde uma central de monitoramento acompanha pontos sensíveis na região, como a intensidade das chuvas ou movimentos sismológicos. Todas as ações são acompanhadas de perto pelos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho, além da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça.

“Tudo é feito com transparência e respeito aos moradores e à legislação. É preciso zelo com os recursos públicos e com a atenção à população, especialmente quando envolve uma situação de emergência. Por esse motivo, nos reunimos constantemente com os órgãos fiscalizadores”, afirma Eduardo Canuto.

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