terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Contemporâneos em diálogo íntimo com o pintor

Dois pintores que integram a exposição dominada pela pintura de Bakun se destacam na mostra pelo diálogo íntimo com sua arte, embora não fossem próximos: Volpi e Guignard. Para ambos – e também para Bakun – vale a máxima de Cézanne, para quem a arte opera um milagre, justamente “o de transformar o mundo em pintura”. Mesmo sem comungar da mesma crença de Bakun numa dimensão sobrenatural, Volpi e Guignard, assim como Cézanne, ao transfigurar a paisagem, operavam igualmente esse milagre. Não restituíam a aparência do mundo visível na tela, mas, como disse Merleau-Ponty a respeito de seu conterrâneo pintor, anexavam a parte do invisível percebida de forma oculta pelo artista.

As paisagens dos anos 1940 de Volpi e Guignard, reproduzidas ao lado, são exemplos de uma certa ausência que, paradoxalmente, enche os olhos do espectador como uma experiência luminosa, misteriosa. Em Bakun, até a figura humana surge amalgamada à paisagem, afirmando a plenitude dessa imagem que não está no mundo, mas se revela por meio da pintura de um gênio.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Antonio Gonçalves Filho
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