domingo, 16 de junho de 2019

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Cadeia do Leite é discutida na AMA

Por Assessoria

Alagoas produz cerca de 900 mil litros de leite por dia, destes 80% da produção se concentra em 30 municípios. Com esses dados estamos no 5º lugar no ranking da produtividade do setor. São mais de 25 mil famílias que dependem direta ou indiretamente do leite, sendo o segundo setor mais importante do agronegócio alagoano. Apesar disso, a cadeia do leite atravessa um momento de crise.

Mais uma vez a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) se engaja na luta por soluções para produção de leite que não prejudiquem a economia das cidades e nem afete a população. O tema foi discutido entre prefeitos, bancada federal, deputados estaduais e secretários municipais de agricultura na AMA, nesta segunda-feira (20). O objetivo é unir forças.

A queda no preço do litro, somada aos constantes atrasos no pagamento do Programa do Leite tem comprometido essa cadeia produtiva. Para piorar, o governo de Pernambuco sobretaxou em 6% o leite in natura que vem de Alagoas e outros estados. Atualmente, uma média de 20% da produção alagoana, cerca de 120 mil litros por dia, são vendidos a Pernambuco.

O Deputado Federal Isnaldo Bulhões disse aos prefeitos que uma série de medidas alternativas estão sendo tomadas junto com o governo estadual, para evitar mais prejuízos. Entre elas está a redução no ICMS do leite que sai de Alagoas para Pernambuco, a isenção de impostos sobre o leite e produtos beneficiados vindos da Bahia e Sergipe, e incentivos fiscais para que novas empresas possam se instalar no nosso estado.

“É um setor econômico muito forte e social também. Principalmente pra região do Agreste e ainda mais pra região do Sertão. Então a participação da Associação dos Municípios de Alagoanos e a participação dos prefeitos é essencial. Porque a gente precisa do apoio deles, pra fortalecer, tanto junto ao governo do estado que tem sido, em todos os momentos, solícito, como numa luta pela causa junto ao governo federal”, afirmou.

Para a prefeita Mariano Santana de Major Isidoro, que presidiu a reunião disse que essa é uma situação recorrente e que precisa de uma solução definitiva tendo em vista as consequências para toda a cadeia econômica dos municípios.

O presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, alerta para a solução que atenda aos dois Estados e a importância do fortalecimento dos pequenos produtores local.              André Ramalho, Presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Alagoas, destacou que Alagoas é o melhor estado para instar uma grande empresa de laticínio, pois já consegue comprar no próprio estado a matéria prima de qualidade e que “é hora do governo do Estado prospectar e trazer uma empresa láctea que absorva a produção “. A deputada Ângela Garrote, que participou do debate acredita que defender a reabertura de indústrias tradicionais fechadas também é um grande passo.

“Já temos o diagnóstico e muitas soluções. A hora é de procurar o melhor caminho e agir”, destacou a senadora Renilde Bulhões. A deputada estadual Jó Pereira também falou da importância de agir. “Cada município sabe a importância do leite, então é hora de partir para uma ação mais efetiva e a Assembleia está fazendo a sua parte.

Nessa linha, o deputado Davi Maia também defendeu a regularização do programa do leite que absorve 10% da produção local e a reestruturação da Adeal com a implantação do Sisb.PA., como já vem acontecendo em outros Estados.

O deputado estadual Marcelo Beltrão lembrou que o setor é importante para o agronegócio e é necessário que o Estado se organize e planeje os próximos passos para que essa cadeia alagoana não dependa exclusivamente dos Estados vizinhos.

A reunião também contou com o deputado Dudu Ronalsa e do representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Alagoas, Alay Correia.

Com a interlocução do governo de Alagoas com o de Pernambuco já em andamento, o presidente da Associação dos Criadores, Domício Silva vai acrescentar a um documento que está sendo produzido todo o debate e sugestões feitas na reunião da AMA para que a solução se dê não apenas a curto, mas, principalmente, a médio e longo prazo.

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