quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Game of Thrones: temporada 8, episódio 3 — recapitulando

Este texto contém spoilers da oitava temporada de Game of Thrones

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Finalmente, aconteceu. A Batalha de Winterfell, a mais longa da história da TV, foi contada na noite deste domingo, 28, no terceiro episódio da 8.ª temporada de Game of Thrones.

Quem morreu em GoT

É importante sublinhar que ninguém muito importante morreu. Jon Snow (Kit Harington), Daenerys (Emilia Clarke), Sansa (Sophie Turner), Tyrion (Peter Dinklage), Jaime (Nikolaj Coster Waldau), Brienne (Gwendoline Christie), Arya (Maisie Williams) e Bran (Isaac Hempstead-Wright) estão todos vivos e sem grandes ferimentos. Os arcos que se fecharam: Theon Greyjoy (Alfie Owen-Allen), Jorah Mormont (Iain Glen), Lyanna Mormont (Bella Ramsey) e Beric Dondarrion (Richard Dormer). Não ficou claro, mas talvez o dragão Rhaegal também tenha morrido.

Também é importante ressaltar que o orçamento de iluminação de Game of Thrones, possivelmente a série mais cara da história, sempre foi ruim, e nesta noite, quem ainda não sabia disso, descobriu. Quase não deu para ver o que acontecia nas batalhas externas e mesmo nas cenas de lutas entre os dragões tamanha a escuridão de tudo.

Mas, primeiro, recapitulando. Depois de dois episódios de preparação, o novo capítulo começa com Winterfell à beira da guerra. Bem no início, são pelo menos mais 10 minutos de tensão, muito silêncio. Os enormes exércitos Dothraki e os Imaculados se posicionam à frente do castelo, e a primeira pessoa a aparecer da escuridão é na verdade Melisandre (Carice Van Hauten). Ela usa os poderes do Senhor da Luz para iluminar as espadas dos Dothraki, que numa investida alucinada são simplesmente apagados pelo exército dos mortos. Nem cócegas.

Quando os mortos aparecem, o que se forma não é uma linha de ataque – pense nas investidas dos orcs em O Senhor dos Anéis (talvez o único parâmetro a que se possa comparar este episódio de GoT). Não é isso. O que se viu (ou o que deu para enxergar) foi uma onda de soldados morto-vivos de muitos metros de altura que basicamente varreu todos os exércitos de Daenerys.

O episódio conseguiu equilibrar bem as cenas de batalhas intensas com algumas outras mais “tranquilas” (Arya na biblioteca; tudo que acontece nas criptas). O arco entre Sansa e Tyrion ganhou novas camadas (os dois ficaram nas criptas e parecem ter chegado a um tipo de entendimento; assistindo ao episódio, era possível prever que ambos morreriam lutando juntos na cripta, defendendo os indefesos, depois de um “pacto de suicídio” que na verdade não se cumpriu. Ambos continuam vivos).

A batalha maior termina, entretanto, como o “conselho de guerra” do segundo episódio previu: derrubando o Rei da Noite. A heroína foi Arya Stark com seu movimento assinatura de jogar a adaga de uma mão para a outra. Esta mesma adaga, é bom lembrar, está na série desde a primeira temporada (quando um assassino ainda desconhecido tenta assassinar Bran, e a confusão que isso causa gera praticamente tudo o que aconteceu depois em Game of Thrones).

Numa entrevista publicada ainda na noite deste domingo, 28, no Entertainment Weekly, Maisie Williams disse que o final era tão inesperado que ela chegou a pensar que os fãs não iam gostar.

“Foi tão emocionante, inacreditável”, ela disse. “Mas eu imediatamente pensei que todo mundo odiaria, que Arya não merece. A coisa mais difícil em qualquer série é quando você constrói um vilão que é tão impossível de derrotar e então o derrota. Tem que ser feito de maneira inteligente porque de outra forma as pessoas vão achar ‘Bem, o vilão não poderia ser tão ruim assim quando uma garota de 50 quilos chega e dá uma facada nele’. Tem que ser de um jeito legal. Quando eu disse ao meu namorado, ele respondeu ‘Hum, talvez deveria ter sido o Jon, não?’.”

Ela mudou de ideia, porém, quando gravou a cena com Melisandre, em que a bruxa relembra de uma profecia da terceira temporada, a de que Arya apagaria, entre outros, olhos azuis (a marca registrada do Rei da Noite).

“Quando fizemos a cena com Melisandre, entendi que culmina com tudo em que eu tenho trabalhado nas últimas seis temporadas (o extenso treinamento de Arya)”, disse Williams. “É tudo sobre esse exato momento. É também inesperado e é assim que a série é. Então fiquei, ‘F.-se Jon, eu dou conta’.”

Qual era a motivação do Rei da Noite em Game of Thrones?

Aparentemente, não teremos nenhuma explicação maior sobre o porquê do Rei da Noite construir um exército tão grande para atacar os humanos. O que sabemos é que sua espécie foi criada há milhares de anos justamente para acabar com a humanidade. Esse sempre foi o seu objetivo, e para cumpri-lo, era necessário apagar Bran/O Corvo de Três Olhos. Mas o Rei da Noite, finalmente, caiu e com ele, todo seu exército.

Neste episódio, Cersei não apareceu novamente, e agora as atenções se voltam para o sul. O que sobra com as “forças do bem”? Talvez os Homens de Ferro de Yara Greyjoy. Um ou outro soldado do norte, e os heróis. A série agora volta a se concentrar nas batalhas “políticas” entre os humanos, o que não deixa de ser um alívio. São apenas mais três episódios de Game of Thrones, e não deixa de ser interessante esperar o que a série pode fazer agora que a maior tormenta já passou.

Autor: Guilherme Sobota
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