domingo, 18 de agosto de 2019

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O Calor do Sertão

Por Laurentino Veiga

Djalma de Melo Carvalho natural da bucólica Santana do Ipanema, sócio efetivo da Associação Alagoana de Imprensa ( AAI), autor de doze livros, a saber: Festas de Santana( 1977), Caminhada ( 1994), Chuviscos de Prata ( 2000), Chuvas Passageiras ( 2003), Águas do Gravatá( 2005), Chuva no Telhado ( 2007), Ventos e Trovoadas ( 2009), Águas que se foram( 2011), Chuva Miúda no Sertão( 2014), Mormaço, Calor e Chuva ( 2015), Lua, Vento e Ventania ( 2017).

Agora, apresenta aos leitores seu 12º livro intitulado O Calor do Sertão. Diga-se, de passagem, a mesma temática das obras anteriores. Isto é, temas regionais vividos na sua querida Terra-mãe.E, por isso, consagra-se como cronista de seu tempo. Imortaliza suas ideias, seu pensamento de sertanejo em forma de crônicas/contos. Desse modo, dir-se-ia que não perdeu suas raízes encravadas nas suas entranhas de cronista.

Diversos escritores externaram seu ponto de vista. Dentre eles, destaco o cronista Antônio Machado, sócio da AAI. “ Há coisas que já nascem grandes, outras crescem ao longo do tempo, porque fadadas ao crescimento.A coletânea de crônicas enfeixadas no livro  Chuviscos de Prata, do escritor Djalma de Melo Carvalho, aquilata-se ,adredemente, no aspecto primeiro deste comentário, porque foi escrito por um mestre da crônica”.

Por outro lado, Tereza Marluce ( cirugiã-dentista),  teceu comentários a respeito do autor e das suas obras contemporâneas.” De um só fôlego, cheguei  à última página, deliciada com sua narrativa, comum apenas aos grandes memorialistas. De toda sua obra emana o seu telúrico  amor por Santana do Ipanema, revestida e iluminada pelas cores e as luzes da paixão. Abençoados nós outros , simples mortais  santanenses, que temos em você nosso cronista”.

De fato, Djalma Carvalho nasceu cronista. Trabalhou no Banco do Brasil e, certamente, ouvindo os reclames dos clientes memoralizou o sofrimento dos sertanejos. Aliás, escrevera o escritor carioca Euclides da Cunha. “ O Sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Ei-lo debruçado no varal do seu tempo narrando as coisas que aconteceram no sertão.Figuras humanas saíram  do normal. As lendas transformadas em crônicas por um homem vivido no meio rural.

Conheço-o há várias décadas. Educado, bom de papo e, sobretudo, atende às pessoas com a educação que herdou de seus pais.Nunca o viu de cara feita. Muito pelo contrário, sorrindo com as coisas que Deus lhe concedeu.Amigo leal, jamais diz alguma heresia com alguém.Sempre solícito àqueles que privam de sua fidalga amizade.

Entregou o Prefácio de sua novel obra a Dayse Teixeira. Nesse sentido, coube falar do escritor e de sua recente obra.” A leitura de cada crônica aqui escrita é um verdadeiro  passeio pela História, Cultura e Literatura. O autor, com sua privilegiada memória, dosa corretamente ao entrelace de fatos e sentimentos para contar as histórias.Faz-nos rir, chorar e, sobretudo, perceber que o bom da vida  acontece nos momentos simples, presentes no cotidiano de todos nós”.

Assim sendo, vê-s crônicas a saber: Começo de Conversa, A Bengala do Amigo, A Fanfarra do Diretor e de outras.Livro fácil de leitura. Primeiro, pelo português coloquial. Segundo, pela forma de narrativa direta sem recheio de figuras de linguagem. Deve-se ao cronista a arte de escrever. Espero receber outros livros forjados de sua privilegiada memória.Organização: Francis Lawrence.

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