sábado, 20 de Abril de 2019

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Eficaz, Santos bate o Red Bull e abre boa vantagem para ir às semis do Paulistão

No duelo entre dois times com estilos de jogo parecidos, de controle da bola com intensidade e ofensividade, o Santos levou a melhor sobre o Red Bull Brasil ao aproveitar os erros do rival e vencer neste sábado o primeiro duelo das quartas de finais do Campeonato Paulista por 2 a 0, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Depois de duas derrotas seguidas, o time do técnico argentino Jorge Sampaoli, espelho para Antônio Carlos Zago, treinador do Red Bull Brasil, voltou a vencer e abriu vantagem no mata-mata usando a intensidade para marcar a saída de bola do adversário e forçar os erros e a objetividade e a efetividade nas conclusões. O clube de Campinas (SP) fez um bom jogo, incomodou o gol de Vanderlei algumas vezes, mas não teve a mesma precisão e eficiência que o rival.

Na etapa inicial, o uruguaio Carlos Sánchez fez o primeiro, em cobrança de falta da lateral esquerda que atravessou toda a área e morreu no gol de Júlio César. No segundo tempo, a vitória justa do time que foi mais objetivo e eficiente em campo foi definida com Diego Pituca, que marcara também no primeiro tempo, mas teve o gol anulado pelo VAR (árbitro de vídeo), que viu impedimento na jogada.

Os times definem quem se classifica às semifinais nesta terça-feira, às 20 horas, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O Santos, com boa vantagem, pode até perder de um gol de diferença que avança. Novo 2 a 0, mas a favor do Red Bull Brasil, leva a definição da vaga para os pênaltis. Uma vitória por três gols ou mais dá a classificação ao clube campineiro.

O JOGO – A pressão incendiária do Santos na saída de bola do Red Bull Brasil no início da partida deu resultado rapidamente. O time de Jorge Sampaoli precisou fazer dois gols para valer. Depois de erro da defesa do time campineiro, Diego Pituca marcou após passe de Rodrygo, aos seis minutos. O VAR, no entanto, entrou em ação e mostrou que o meia estava impedido, o que fez o árbitro anular o lance.

No entanto, o Santos não diminuiu o ritmo e abriu o placar quatro minutos depois. Carlos Sánchez bateu falta da intermediária, a bola atravessou a área e morreu no canto esquerdo de Júlio César, que não alcançou a bola.

O Red Bull Brasil, até então assustado e acuado, saiu para o jogo e incomodou Vanderlei três vezes – todas com Ytalo. O atacante perdeu gol incrível na pequena área, com o goleiro caído, e depois exigiu duas boas defesas de Vanderlei em arremates perigosos. As chances perdidas fizeram muita falta e a grande virtude do Santos no jogo foi o principal defeito do rival.

O ritmo intenso que deixou a partida movimentada e agradável de se assistir no primeiro tempo caiu nos últimos 45 minutos muito por conta do desgaste físico. A equipe santista perdeu a intensidade, mas não a inteligência diante de um Red Bull Brasil que buscou pouco o gol.

A equipe santista soube se defender da pressão dos visitantes, que tiveram maior posse de bola, mas sem levar perigo de novo a Vanderlei, e voltou a se servir de outro erro do Red Bull Brasil para selar a vitória, definida com gol de Diego Pituca. No lance, Carlos Sánchez roubou a bola na direita, avançou e serviu Copete, que ajeitou para o meia acertar de esquerdo o canto de Júlio César aos 33 minutos.

Ao final do jogo, Antônio Carlos Zago e Jorge Sampaoli bateram boca, esquentando, antecipadamente, o segundo duelo entre as equipes.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 x 0 RED BULL BRASIL

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Felipe Jonathan; Alison, Diego Pituca, Carlos Sánchez e Jean Mota; Eduardo Sasha (Copete) e Rodrygo (Kaio Jorge). Técnico: Jorge Sampaoli.

RED BULL BRASIL – Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca; Jobson (Pio), Uillian Correia e Ytalo; Claudinho (Bruno Tubarão), Léo Castro (Rodrigo) e Osman. Técnico: Antônio Carlos Zago.

GOLS – Carlos Sánchez, aos 10 minutos do primeiro tempo; Diego Pituca, aos 33 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Carlos Sánchez, Diego Pituca e Victor Ferraz (Santos); Ligger, Rafael Carioca, Osman e Jobson (Red Bull Brasil).

ÁRBITRO – Douglas Marques das Flores.

RENDA – R$ 527.047,50.

PÚBLICO – 18.475 pagantes (20.615 no total).

LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

Autor: Ricardo Magatti, especial para a AE
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