quinta-feira, 21 de Março de 2019

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Série colombiana traz atriz brasileira

Desde o início do mês, o canal pago infantojuvenil Nickelodeon exibe, às 19h, uma nova série colombiana sobre o mundo dos gamers, os fãs e usuários de videogames. Noobees traz a história de Silvia (Michelle Olivera), uma garota que nunca se interessou por jogos eletrônicos, mas se torna uma profissional para ajudar o irmão a conquistar um sonho.

O elenco principal da série traz uma atriz brasileira, Clara Tiezzi, conhecida por ter participado de novelas como Malhação e Ti Ti Ti. Ela vive Laura, brasileira que é a melhor amiga de Silvia e um dos principais destaques cômicos da série. “Ela é apaixonada por basquete, mas muito ruim. Ela vira o mascote do time e fica com uma roupa de abelha o tempo todo”, explica a atriz.

Tiezzi, de 19 anos, afirma que fazer comédia não foi um desafio. “Desde novinha sempre tive mais facilidade para comédia, é natural para mim”, acredita. “Tem sido muito gostoso fazer comédia para um público juvenil.”

Mas o grande desafio para ela, claro, foi atuar em outra língua. “Por mais que você domine o idioma, é um grande desafio nos primeiros meses se comunicar e receber comandos em outra língua”, ela relata. “O começo foi tenso, mas sou uma pessoa muito adaptável, logo estava tranquilo.” Segundo ela, o fato de a personagem ser brasileira ajudou, já que Laura tem o sotaque e, por vezes, solta algumas palavras em português.

Se no áudio original isso foi um alívio, na dublagem para o Brasil foi um desafio a mais. É a própria Clara quem dubla sua personagem no País. “Em várias cenas, uso palavrinhas e gírias em português, que os outros personagens não entendem.” Para não se perder na tradução, as palavras são adaptadas na dublagem. “Tivemos que colocar em contextos diferentes, tivemos que pensar numa solução para cada cena.”

Apesar de a série ser focada no mundo dos videogames, Tiezzi acredita que qualquer público pode assistir a Noobees sem dificuldades. “Nenhum de nós (do elenco) era gamer, não estávamos inseridos nesse mundo. No começo pensei até que ponto as pessoas poderiam se identificar, mas isso vem muito dos vários estereótipos que a gente tem.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Pedro Rocha, especial para o Estado
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