domingo, 26 de Maio de 2019

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Instabilidade marca negócios no Ibovespa em meio a desconforto com clima político

A expectativa sobre a reforma da Previdência, cuja proposta pode ser definida nesta quinta-feira, 14, pelo presidente Jair Bolsonaro, segue no foco das atenções dos investidores, e o Ibovespa abiu em alta, renovando máximas. Esse movimento também foi amparado pelo tom positivo no exterior. Por lá, uma das influências vem especialmente da China, que divulgou um superávit comercial mais forte que o esperado.

Contudo, o Ibovespa passou a transitar entre altas e baixas, devido ao desconforto dos investidores em meio à crise política envolvendo o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL).

No período da manhã, a deputada estadual Janaina Paschoal disse que Bebianno não é automaticamente culpado no caso de suposta participação em esquema de candidatura laranja do PSL, mas é uma pessoa controversa. Conforme ela, não adianta “cortar cabeça sem apurar; se Bebianno sair, que seja porque não o desejam”.

Antes de se reunir com o ministro de Economia, Paulo Guedes, às 15 horas, para definir a proposta da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro mantém agenda movimentada no Palácio do Alvorada nesta manhã.

De acordo com operadores, o temor é de que a divergência entre o filho de Bolsonaro e Bebianno atrase a aprovação da reforma ou até mesmo leve a uma proposta mais rasa. “Essas divergências podem diminuir a empolgação com a proposta da reforma previdenciária”, completa o operador.

Nesta quinta, conforme a MCM Consultores, o aguardo pela decisão da proposta tende a deixar o mercado em compasso de espera.

Às 11h43, o Ibovespa cedia 0,38%, aos 95.477,11 pontos, após máxima de 96.356,73 pontos.

A despeito do recuo do Ibovespa, as principais ações do índice sobem: Vale Petrobras, refletindo, dentre outros fatores, dados melhores da balança chinesa. No exterior, as cotações dos contratos futuros da commodity se aproximam das máximas em três meses. “Isso pode minimizar eventuais perdas”, diz o operador

Os papéis da Vale também sobem. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou está investigando os diretores e conselheiros da Vale após o rompimento da barragem da Mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais.

Autor: Maria Regina Silva
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