quinta-feira, 25 de Abril de 2019

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Palmeira dos Índios é o município que menos gasta com saúde por habitante em Alagoas; Apenas R$117

Por Redação com Agência Brasil

Levantamento divulgado hoje (21) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante o ano de 2017. A análise mostra que esse foi o valor médio aplicado por gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.

Os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram maior participação no financiamento do gasto público em saúde – consequência, segundo o CFM, de sua maior capacidade de arrecadação.

Alagoas

Em Alagoas mais da metade das prefeituras investiram menos de R$ 300 reais na saúde de cada habitante durante o ano de 2017.

Segundo a análise o valor médio aplicado por gestores municipais de Alagoas em Ações e Serviço Públicos de Saúde declarados no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) varia entre R$ 120 a R$ 400 reais. De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior.

Entre os municípios alagoanos que investiram um valor maior na saúde, por habitante, estão Pindoba (R$ 658, 45); Olho D’Água Grande (R$ 580,17); Mar Vermelho (R$ 517, 61); e Satuba (R$ 501,83) .

Já entre os municípios que gastaram um valor menor se destacam: Palmeira dos Índios (R$ 117,32); União dos Palmares (R$ 127,95); Atalaia (R$ 128,52); Santana do Ipanema (R$135,91); e Viçosa (R$ 155,92).

A dupla dinâmica da saúde é a que menos investe na área por cidadão em Alagoas. Apenas R$117

O destaque negativo de Palmeira dos Índios ganha proporções maiores porque o município é o quarto maior do Estado e recebe mensalmente da União valores astronômicos para bancar o sistema único de saúde.

A secretária de saúde do município tem know how na área – já foi secretária de Saúde do Estado, mas com ela e o prefeito-imperador Julio Cezar, a dupla dinâmica da saúde –  a área carente no município estagnou e a população sofre mais ainda.

O levantamento também disponibiliza os valores de 2013 até 2016 e, segundo o mesmo, Palmeira dos Índios tinha investimentos maiores por cidadão.

Ranking nacional

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.

Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.

A lista completa de municípios que participaram do levantamento pode ser acessada aqui.

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