domingo, 22 de setembro de 2019

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Com correção motivada pelo exterior, Ibovespa fecha em queda de 0,94%

No dia do esperado discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos, o Ibovespa experimentou uma correção de baixa motivada pelo exterior, segundo agentes do mercado. Assim o Ibovespa encerrou com a maior queda de 2019 (-0,94%) aos 95.103,38 pontos. Isso representa uma perda de 900 pontos entre o fechamento de segunda-feira e o desta terça-feira, 22. Na mínima, o índice marcou 94.662 pontos em queda de 1,40%. O giro financeiro do dia foi de R$ 13,72 bilhões, pouco abaixo da média diária de janeiro.

No exterior, sobretudo nos mercados americanos, pesou negativamente a notícia de revés na jornada em busca de um entendimento comercial entre Estados Unidos e China. No meio da tarde, circulou a informação de que o governo americano rejeitou a oferta de uma visita de dois vice-ministros da China nesta semana para conversas preparatórias sobre questões comerciais. Naquele momento, o Ibovespa marcou a mínima intraday aos 94.662 pontos em queda de 1,40%.

“Hoje (terça) vejo uma contaminação externa que leva a essa correção”, afirmou o analista da ModalMais Leandro Martins. Para o especialista em análise gráfica, a tendência do Ibovespa continua sendo de alta e deve bater os 100 mil pontos ainda neste semestre. “Muitos ativos estão esticados demais, por isso o movimento de queda hoje (terça) é saudável”, diz Martins. Segundo ele, o suporte está aos 90 mil pontos, pontuação que é alvo para um retorno (“pullback”) a uma jornada de valorização.

Sobre a participação de Bolsonaro na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, houve manifestações positivas e negativas. Entre discurso e sessão de perguntas e respostas, o presidente usou metade do tempo de que dispunha – fato que por si só suscitou muitas críticas, sobretudo de estrangeiros no Twitter.

Entre as maiores baixas da carteira Ibovespa nesta terça-feira, os destaques foram BRF, Marfrig e JBS. As empresas foram penalizadas pela notícia de que a Arábia Saudita irá descredenciar um total de 33 unidades brasileiras habilitadas a exportar carne de frango para o país sem uma clara justificativa no documento que foi enviado, na noite de segunda, ao governo brasileiro. Fontes do setor acreditam que a motivação principal da medida pode estar relacionada a questões técnicas, como o sistema de abate de aves no Brasil. Segundo nota do Ministério da Agricultura, 15 plantas de carnes da BRF e da JBS continuarão habilitadas a vender para a Arábia Saudita – três da BRF; quatro da SHB Alimentos (que pertence à BRF); duas da JBS Aves e seis da Seara Alimentos (que são da JBS).

Autor: Karla Spotorno
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