terça-feira, 18 de junho de 2019

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Tenório, o visionário

Por Laurentino Veiga

“ Os crimes que cometeu não mancharam, nem manchará a sua obra política e social, a sua biografia, porque foram atos delitivos amparados pela excludente criminal  de legítima defesa da vida e da honra”. Frase do jurista Ivan Bezerra de Barros inserida na página de 32 de seu novel livro intitulado TENÓRIO CAVALCANTI, ALÉM DO MITO “ HOMEM  DA CAPA PRETA”.Diga-se, de passagem, conheceu de perto o ilustre coestaduano que o convidou a fazer parte de seu jornal A Luta Democrata, criada em 1954. Aliás, levou para integrar a equipe os conterrâneos José Machado/ José Jurandir /Alves Damasceno( IN MEMORIAM).

Dir-se-ia que Dr. Ivan Barros ao longo de sua trajetória bem-sucedida de então repórter da extinta Manchete honrou o nome das Alagoas, e, ao mesmo tempo, voltou à terrinha a fim de fundar o Seminário Tribuna do Sertão, comandado pelo seu filho jornalista-advogado Vladimir Barros, sócio efetivo da Associação Alagoana de Imprensa( AAI). Palmeira dos Índios se orgulha por tê-los como filhos ilustres a serviço da comunicação como um todo.

A obra, por sua vez, traz à tona a biografia de Natalício Tenório Albuquerque Cavalcanti que deixou o povoado de Bonifácio aos 17 anos e, portanto, cumpriu sua missão na Baixada Fluminense na qualidade de benfeitor daquela sofrida comunidade. Elegeu-se vereador, deputado federal cassado pela Revolução de 64.Mesmo assim, continuou servindo aos miseráveis. Isto é, construiu conjuntos habitacionais doando casas aos merecidos pobres daquela região do Rio de Janeiro. Fez seu QG em Caxias. Com sua liderança fora perseguido e tantas vezes tentaram assassiná-lo. Contudo, sua  mãe fizera uma oração que o impediu de morrer como seu pai fora.

O filho ilustre do saudoso tabelião Luiz de Barros, com a maestria que lhe é peculiar descreveu com letras graúdas a saga do visionário. Reportou a Igreja que fora batizado em Quebrangulo; o legendário portando sua “ Lurdinha”; a casa construída por Tenório Cavalcanti; andando de cavalo nas ruas da terra dos Xucurus; orador brilhante defendendo os oprimidos de sua época; a carteira do próprio autor ostentando sua participação na Luta Democrata ( Compromisso com a Verdade); O crime do Socopã que abalou a sociedade carioca; O corpo do bancário Afrânio Lemos no interior do Citroen; O inesquecível criminalista  Romero Neto e Alberto Jorge Franco Bandeira, no tribunal do júri; O julgamento do Tenente Alberto Bandeira pelo tribunal do júri do Rio de Janeiro foi dos mais emocionantes de toda a história, em nosso país; O advogado Souza Neto defendeu Bandeira no Supremo Tribunal Federal; Bandeira ao chegar ao Galeão ( Rio de Janeiro), dando vivas à Justiça Brasileira( nessa foto aparece o então valente repórter Ivan Barros). Enfim, tudo documentado com o propósito de oferecer ao leitor a veracidade dos fatos narrados.

Acompanho, com muita honra, a trajetória do jornalista-escritor imortal da Academia Alagoana de Letras meu velho amigo Ivan Barros. Sei de seu zelo para com os 34 livros publicados.Todos eles escritos com o português clássico sem erros /rasuras.A bem da verdade, são obras imorredouras que abrilhantam as bibliotecas caetés e nacionais.Constitui o maior/melhor escritor de minha geração.Sempre solícito, atencioso às pessoas que privam de sua amizade.

“ Em Roma, no famoso e histórico Coliseu Romano.E ilustrando esta foto acrescento o inspirado verso de Raineg Alves Marinho “:Já fui dor/ Venci, capitulei./ Em guerra, fui feliz, fui sorriso derrotado./ E chorei sendo vencedor./ Fui pudico e indecente./ Reprimido e i nconsequente./Presença que incomoda, ausência que machuca”. Organização: Francis Lawrence.

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