quinta-feira, 24 de Janeiro de 2019

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Luto de saudade, saudade, saudade

Por Everaldo Damião

Existe quem diga que “quem inventou a distância não conhecia a dor da saudade”. Também há quem confesse que “saudade nada mais é que a certeza de que vivemos momentos felizes”. O escritor Mário Quintana disse: “a Saudade é o que faz as coisas pararem no tempo… saudade é melhor do que caminhar vazio”. Para o poeta Olavo Bilac “saudade é a presença dos ausentes”. Na opinião do compositor Bob Marley, “Saudade é um sentimento que, quando não cabe no coração, escorre pelos olhos”. Na visão do mineiro Guimarães Rosa, “saudade é ser, depois de ter”. Saudade não é uma virtude, não é um dom nem um talento, não é apenas uma característica da alma humana. Até os animais irracionais sentem saudade. Portanto, saudade é o resultado de uma obra extraordinária de Deus, chamada de Amor. Saudade é uma solução do nosso espirito (cérebro) para aliviar nossas perdas e nossos lutos. Melhor sentir saudade do que viver no vazio da solidão, já disse alguém anônimo. A Saudade é fruto do Amor Divino que gravita o corpo físico e astral dos espíritos na terra e no cosmo. Digo “Espírito” (energia da matéria), porque os animais também possuem espiritualidade, embora não possuam a Alma (essência pensante do Deus Criador). Saudade é o acumulo de boas lembranças, de momentos felizes e de afetos recebidos. Saudade e Amor não se definem. Saudade é uma espécie do gênero Amor.  Na experiência de um autor desconhecido, “a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena”.

O Mestre Maçom, José Raimundo Aquino nascido em São Brás (AL) em 1962 foi um homem especial; teve uma vida dinâmica e plena em nossa sociedade contemporânea e partiu para o Oriente Eterno com seus deveres maçônicos cumpridos. De acordo com o irmão Zamenhof Sitônio, José Raimundo era bancário, aposentado do Banco do Brasil, e estava com a família na praia do Gunga, no município de São Miguel dos Campos, a 60 quilometros de Maceió, no sábado passado, em uma confraternização com os colegas do Banco do Brasil, quando sofreu um infarto fulminante. A equipe de paramédicos do SAMU não chegou a tempo para aplicar os primeiros socorros, nem o Corpo de Bombeiro. A reanimação foi incapaz de trazê-lo de volta à vida. Seu velório e sepultamento aconteceram no Cemitério Parques das Flores, em Maceió (AL). Não houve cerimonial maçônico (Pompa Fúnebre) por desejo do próprio José Raimundo em vida. Mas seus irmãos maçons compareceram ao Parque das Flores trajados maçonicamente, em sinal de respeito e gratidão ao Mestre.

Era comentário pacífico entre os obreiros das Potências Maçônicas de Alagoas que o maçom José Raimundo Aquino “estava sempre de pé e a ordem”. Isso quer dizer que ele sempre estava disponível para atender quem precisasse da sua ajuda. De pé é a expressão de estar “sempre à disposição do outro”, e a Ordem, é “ser fiel aos seus compromissos maçônicos”. Por informações do Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, em Alagoas (GOB/AL), irmão Derli Kusener, o maçom José Raimundo Aquino ocupou quase todos os cargos no Grande Oriente, com exceção de Grão Mestre da Ordem. Ele era formado em Administração de Empresas, com pós graduação, tendo sido funcionário e gerente do Banco do Brasil, exercendo suas funções em diversas cidades alagoanas. Foi obreiro da Loja Deodoro da Fonseca (Maceió), da Loja Amor à Verdade (Santana do Ipanema) e, atualmente, era membro das Lojas Simbólicas “Lafayette Bello” e “Alexandria” (Maceió), na qual foi fundador, e Loja “Fé, Amor e Bondade” (Maceió), além de membro honorário em diversas outras Lojas jurisdicionadas ao GOB/AL e à GLOMEAL.

Minha recordação sobre José Raimundo Aquino, saudoso obreiro da Loja Maçônica “Ressurreição Penedense” do Grande Oriente do Brasil, em Penedo, deve-se ao fato de que ele foi responsável pelo reerguimento das Lojas Maçônicas das Grandes Lojas (GLOMEAL), nas cidades de Penedo e São Miguel dos Campos. Mas, minha gratidão está ligada à oportunidade em que tive de escrever uma crônica sobre o maçom Francisco Alberto Sales, fundador da Casa do Penedo, onde eu tive que recorrer ao irmão José Raimundo Aquino, mestre instalado do GOB/AL, para me auxiliar na pesquisa. Quanto ao Luto de Saudade, finalizo com essa frase iluminada de uma criança de 7 anos acometida de câncer, em estado terminal, que nos deixou essa pérola: “Saudade é o Amor que fica”… Pensemos nisso! Por hoje é só.

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