quarta-feira, 20 de Março de 2019

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História Eclesiástica

Por Laurentino Veiga

Parodiando Plantão.” Prazeres e dores prendem a alma no corpo como um prego. Tornam-na corporal…Consequentemente é impossível para ela chegar pura nos Infernos”. Filosofo grego, discípulo de Aristóteles e professor de Sócrates. Platão acreditava na vida das ideias. Para os gregos, o Inferno proporcionava às almas descanso.

Álvaro Queiroz,Professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Campus de Satuba, sócio efetivo da Associação Alagoana de Imprensa ( AAI), traz à tona seu novel livro intitulado Notas de História da Igreja nas Alagoas. Por essas razões merece fazer um comentário a respeito de sua excelsa pesquisa realizada quer no vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, quer na sua biblioteca particular.

Prefaciado pelo Prof. Dr. Anderson de Alencar Menezes ( UFAL/PPGE/CEDU), que, por sinal, escreveu com profundidade sobre a obra histórica que ganhou críticas positivas no meio acadêmico.” O livro do professor, filósofo, teólogo e insigne historiador, Álvaro Queiroz, é um bálsamo para todos os que queiram se debruçar sobre a História da Igreja nas Alagoas.Percebe-se, no decorrer da leitura da obra do prestigiado historiador Álvaro Queiroz, uma grande acuidade no trato das fontes documentais, sobretudo pelo fato de que as mesmas, um tanto escassas, exigiu um trabalho mais criterioso na leitura das fontes históricas”.

Nota-se no Sumário temáticas tratadas com muita responsabilidade, e, ao mesmo tempo, contém densidade na narrativa do ator que merecem destaque, a saber: Na primeira parte: Antes da fundação da Diocese das Alagoas ( até 1900); Pré-história da Igreja: As expressões religiosas dos povos alagoíndios e afroalagoanos; O movimento missionário católico entre os alagoíndios ( 1596/1787);Os Carmelitas; O ciclo sertanejo; Os jesuítas; Os Capuchinhos; Missões no Agreste e Alto Sertão; a Igreja e a escravidão dos africanos; Os afroalagoanos e o catolicismo; O catolicismo nos engenhos; A religião no quilombo dos Palmares; O clero e o movimento abolicionista; O catolicismo guerreiro; A colonização como guerra santa; A guerra contra os Caetés; A guerra holandesa; A guerra dos Palmares; Marcas do catolicismo guerreiro.

Dir-se-ia que Álvaro Queiroz tem capacidade de escrever os fatos históricos sem tergiversar. E ao mesmo tempo  informa com a densidade de seus conhecimentos abalizados ao longo de sua bem-sucedida trajetória de mestre em História em diversas ramificações.Traduz, portanto, testemunho da verdade escrita sem rasuras e muito menos erro algum.

Conheço-o há bastante tempo. Homem educado, capaz de ouvir às pessoas com muita atenção.Por isso, considero seu mister histórico com a mesma atenção que demonstro a à sua preclara pessoa de professor-erudito.Mesmo assim, expôs seu contentamento quando escreveu uma dedicatória que merece ser reproduzida: “Ao atencioso amigo e dileto colega prof. Laurentino Veiga.Proficiente economista, combativo presidente da Associação Alagoana de Imprensa”.

Na contra-capa do livro em epígrafe, registra esse comentário: “ Tratar da Histórica Eclesiástica é mover-se também por concepções eclesiológicas e antropológicas.Os recortes epistemológicos realizados pelo autor e os cuidados metodológicos tomados pelo mesmo com grande acuidade revelam uma obra de grande pujança e de grande relevo para a posteridade”. Felicito-o pela grandeza de sua alma de católico que acredita fielmente em Deus. Organização: Francis Lawrence.

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