terça-feira, 18 de dezembro de 2018

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Saiba por que caiu a coroa do “imperador”; Julio Cezar ainda não decolou no mandato

Por Redação

Cai coroa do “Imperador” em Palmeira dos Índios

Não há como negar mais! E só um cego não vai querer enxergar!

Em quase dois anos de mandato Júlio Cezar, o prefeito de Palmeira dos Índios que foi cognominado pelos populares de o “imperador”, mais por seus rompantes e “esporros” homéricos em assessores do mais alto escalão de sua gestão do que pela nobreza, vem definhando com sua administração sem rumo.

As atitudes grotescas que remontam à época do homem de Neandertal quando o grito era a forma de impor respeito aos liderados, o “imperador” palmeirense humilha seus principais secretários, que baixam a cabeça porque precisam do numerário no bolso no final do mês.

O fato cotidiano é narrado por um deles (que prefere não se identificar pra não perder o emprego) e que o acompanha desde a campanha de 2016.

Ele  mudou muito! Na campanha se mostrava outra pessoa. Depois  que assumiu desconhece todo mundo! Às vezes ele fica mais de 10 dias sem falar comigo, de cara feia e de repente do nada me procura alegre como se nada tivesse acontecido. Parece bipolar”, diz o aliado insatisfeito.

Uma gestão desordenada que no dizer de outro deles alerta: “Julio Cezar precisa parar de fazer marketing e fazer gestão”. “

E por falar nisso é o que se percebe: “muito marketing em redes sociais e nada de trabalho efetivo. Agora – a toque de caixa aparecem algumas ordens de serviços, mas tudo isso é coisa pra inglês ver”, disse outro assessor.

Conscientes e descrentes da possibilidade de melhoras dessa gestão, dois deles já tem data prevista para deixarem o governo (até final de dezembro quando concluirem as tarefas do ano de 2018) e saem muitos decepcionados.

Prova maior são as urnas

E a prova do desastre da gestão está no resultado das eleições de outubro passado quando os verdadeiros candidatos do ‘imperador” sofreram nas urnas palmeirenses para obter alguns votos, como é o caso do deputado federal eleito Severino Pessoa (1679 votos) e do deputado-estadual derrotado Edval Gaia Filho (2636 votos). Ambos tiveram resultados pífios no município e o eleito Pessoa já disse que não quer conversa com o “imperador”, avisou o vereador Agenor Leôncio na tribuna da Câmara.

E não falemos aqui dos candidatos majoritários como o governador reeleito Renan Filho que apenas e somente de última hora o prefeito palmeirense resolveu apoiá-lo e a seu pai. Contudo, para o senador  Renan Calheiros, durante toda a campanha, o prefeito de Palmeira dos Índios fez “corpo mole”, fato facilmente detectado nas redes sociais do “imperador” e por seus assessores mais próximos que votaram em Biu e Cunha.

Para Presidente da República, outra faceta do “imperador” veio à tona novamente. O prefeito palmeirense tentou agradar “gregos e troianos”, em que  pese a maioria absoluta do eleitorado em Palmeira dos Índios ter votado em Haddad, o “imperador” palmeirense para sair bem na fita quando encontrava eleitores do candidato petista, dizia votar nele. Quando encontrava eleitores de Bolsonaro, afirmava ser fã do presidente eleito desde criancinha.

Voltando ao campo proporcional, lembrem-se que não se pode atribuir os expressivos votos de Ângela Garrote à Julio Cezar, porque estes foram por mérito exclusivo da candidata – agora a nova líder inconteste do município e a sombra de Júlio Cezar para 2020, se este ainda for buscar uma candidatura a reeleição, já que caiu na boca do povo, que ele é “prefeito de um mandato só”.

Até no deputado Paulão (PT), o prefeito teria dado uma de esperto,  contam analistas nos bastidores. Teria ligado para o deputado petista para anunciar que em Palmeira dos Índios, seu grupo havia dado a terceira colocação a ele, quando na verdade sabe-se que o trabalho se deve ao PT local capitaneado pelo casal Pedro Paulo e Sheila Duarte.

Ouviu o que não queria do deputado federal que disse ao “imperador” que procurasse os líderes petistas locais quando precisasse de algo.

Administração ou propaganda?

O fato é que Julio Cezar atravessa grande instabilidade em sua gestão. Beira à crise de incompetência, com gastos excessivos que o fez implorar a Câmara de Vereadores para fechar as contas uma suplementação retroativa, que se aprovada pelos edis poderá causar também problemas para aqueles que acompanharem favoravelmente ao projeto.

E isso é importante repetir: caso seja aprovado o projeto de lei de que pede suplementação retroativa e se houver irregularidades, os vereadores poderão ser corresponsabilizados.

Pelo projeto que se apresentou à Casa Legislativa, a  administração do “imperador” não planejou como devia e o excesso de despesas o impeliu a decretar contingenciamento (ainda não iniciado), mesmo após decreto publicado no Diário Oficial do Município há mais de 30 dias.

Após isso, o próprio prefeito procura sarna pra se coçar. Brigou com o G-10, grupo de vereadores acusando-os de estarem querendo negociar o voto do rateio do FUNDEF. Neste caso a conciliação foi retomada duas semanas depois, após troca de muitas farpas, seguidas de desculpas públicas do alcaide em uma emissora de rádio de Arapiraca (porque lá ninguém ouviu) e não se sabe mais o  que! Ou não?

Mas, os problemas continuam e pipocam de todos os lados: gastos exorbitantes em shows vem à lume em toda a imprensa alagoana a exemplo do padre caubói que está levando R$120 mil dos cofres da prefeitura para cantar duas horas em evento religioso, cujo patrocínio é proibido pela Constituição Federal em seu artigo 19.

Cobranças em público através da imprensa local de débitos com prestadores de serviço da secretaria de saúde, obras (do antecessor) a passos de tartarugas (mais de 1 ano) que tornaram o Centro de Palmeira semelhante a uma praça de guerra e o ataque visceral à cultura palmeirense, sem a realização da Festa Literária (prevista em lei) e até calote em companhia de teatro denunciada nas redes sociais põem a imagem do prefeito de Palmeira dos Índios no limbo.

O prefeito precisa voltar a calçar as sandálias da humildade. Será que o perfume do poder o atingiu e tudo virou arrogância? O que será que vem por aí agora?

Prestes a completar dois anos de mandato e uma gestão sem marca própria até agora, o protesto nas urnas de 2016 está virando do avesso e o jogo está mudando, que o diga as pesquisas de consumo interno durante a campanha (de setembro) que o apontava com uma aceitação apenas “regular” caindo para ruim.

Cezar, o de Palmeira de Fora, tal qual o imperador romano, alavancou suas ambições políticas com brilhantes campanhas (a de governador em 2014 e a de prefeito em 2016). Após assumir a prefeitura, por medo ou bajulação, o parlamento passou a cobri-lo de honrarias e todos o apoiavam – mesmo com diferenças internas.

Com excesso de poder acumulado em suas mãos, acabou criando inimizades, e desprezava toda e qualquer crítica ou advertência. A coisa do povo não lhe interessava, por estar convencido de que era onipotente.

Ele governava sentado em trono e coroa de ouro. Os parlamentares eram obrigados a aprovar projetos de lei que não haviam lido. Ele nomeou os novos amigos e ainda os agregados dos amigos do Poder para mais postos em seu governo, inchando-o.

Na antiguidade, Cesar de Roma também foi parecido com o Cezar de Palmeira de Fora!

Lá, em toda sua plenitude, a poucos dias antes de iniciar uma nova campanha, a coroa do romano caiu! Sucumbiu a um ataque dos conspiradores.

No dia 15 de março de 44 a.C., foi assassinado com 23 facadas, nas escadarias do Senado, liderados por Brutus, seu filho adotivo, e Caio Cássio, seu consultor jurídico mais próximo. Júlio César ainda se defendeu, cobrindo-se com uma toga, até ver Brutus, quando então teria dito sua última famosa frase: “Até tu, Brutus”.

Júlio César, o romano – foi morto por haver desprezado a opinião dos seus adversários e críticos. Foi traído por seus aliados. Supõe-se que seus assassinos não tinham apenas motivos políticos, como também agiram por inveja e orgulho ferido.

Quem será o Brutus do Cezar palmeirense? A história se repetirá?

Karl Marx já filosofava no século XIX:” A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. E as coincidências parecem não ser meras semelhanças.

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