sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

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Remoendo Lembranças

Por Laurentino Veiga

Parafraseando Francis Bacon: “ TO CHOOSE TIME IS TO SAVE TIME”. Em português tupiniquim: Escolher o tempo é aproveitar o tempo. Ademais, A.B.  Acott adverte: “ O tempo é nosso melhor amigo: é ele melhor que ninguém que nos ensina  a sabedoria do silêncio”.Frei Zeca escrevera para a Editora  Paulus: “ O tempo é a expressão  da pressa.Saiu de algum lugar no passado e nunca mais parou. Hoje, passa pela estação do presente e segue adiante para a estação do futuro.Não envelhece, não se cansa, não se atrasa, não espera por ninguém.Atrás de si, ficam as faces da vida, os anos e marcas da história”.

No relógio do tempo parei a fim de me fixar no começo da década de sessenta, quando aqui aportei na bela Maceió para ser inquilino da Casa do Estudante Secundarista de Alagoas ( Cesa), que, á  época,  meu querido irmão economista.advogado exercia as funções de Tesoureiro do velho casarão. Hoje, contempla merecida aposentadoria na terra de Fausto Cardoso/ Tobias Barreto.Trouxe.me da nossa Paulo Jacinto para aproveitar meu tempo disponível para estudar Economia, lecionar a ciência severa da escassez e exercer o jornalismo à moda antiga.

Convivi com jornalistas notáveis, a saber: Valmir Calheiros, Juarez Ferreira, Tobias/Paulo Granja, Albérico Cordeiro conterrâneo de Antonio Sapucaia da Silva. Ambos oriundos da bucólica Pilar. O primeiro, migrou à capital do país onde exerceu a carreira política. Sapucaia ingressou no quadro da Gazeta de Alagoas realizando notáveis reportagens que se transformaram no histórico livro Arquivo  de Jornais que, por sinal, li as duzentas e noventa e nove páginas recheadas de fotos que marcaram sua bem-sucedida trajetória de jornalista, juiz de Direito e, principalmente, de desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça.

Nas suas andanças jurídicas pelo hinterland caeté, sempre prolatou sentenças justas que desgostaram os algozes do poder daquelas pretéritas décadas. Não teve medo de aplicar a lei. Muito pelo contrário, agiu com ética, com honestidade, e, sobretudo, com altivez nas suas atividades judicantes.

Por merecimento, ascendeu ao cargo de desembargador sem precisar de pedir arrego a ninguém. Compareci à  solenidade para prestigiar o rapaz pobre que se fez com sua inteligência e determinação.Discurso pesado sem economizar palavras àqueles que não o prestigiaram quando exercia a funções de juiz de Direito. Exaltou a Justiça e, ao mesmo tempo, meteu o cacete nas atitudes de alguns colegas que o assistiram  calados sem o direito à contestação.

Tudo isso, vê-se no Sumário de sua obra. Inclusive, artigos/ crônicas escritas e materializadas na sua excelsa inteligência. Lembranças da Gazeta de Alagoas adquirida pelo saudoso senador Arnon de Mello( 1952). Hoje, transformada num semanário para diminuir custos e, acima de tudo, cumprir aos ditames da Internet globalizada nos dias atuais.

Ficha Limpa e Democracia que defendeu durante toda sua carreia jurídica. E, principalmente, com o advento da Operação Lava Jato capitaneada pela Polícia  Federal sob a jurisprudência do futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Dr. Sergio Moro. O Brasil Novo de Jair Bolsonaro imprimirá   Ordem e Progresso para todos brasileiros.

Todas essas reminiscências são fruto de um homem público probo. Admirado por todos que amam a Lei a serviço do bem.estar social. Na qualidade de vetusto sócio da Associação Alagoana de Imprensa (AAI), saúdo-o com a admiração de sempre. Sinto-me lisonjeado privar de sua fidalga atenção dedicando-lhe, esta modesta crônica intitulada Remoendo Lembranças.Organização: Francis Lawrence.

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