domingo, 16 de dezembro de 2018

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Presidente do Cosems/AL defende permanência de médicos cubanos

Por Assessoria

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (cosems) concedeu na manhã dessa segunda-feira (19) entrevista à rádio Pajuçara FM de Arapiraca e fez um balanço da saúde pública no Estado, pontuando a necessidade de mais investimentos para a Atenção Básica e, sobretudo, sobre o anúncio do governo cubano no último dia 14 de que estaria cancelando a parceria firmada com o Brasil com o Programa Mais Médicos.

Izabelle destacou que atualmente 70 municípios alagoanos possuem médicos do Programa que dispõe de 232 vagas para esses profissionais, sendo 132 preenchidas por cubanos e 86 por brasileiros. No sertão alagoano, por exemplo, a maioria dos municípios está conseguindo dar assistência adequada à sua população, devido à efetiva presença do médico na Unidade Básica de Saúde (UBS), todos os dias da semana e nos dois horários.

“Em nosso Estado cerca de 528 mil pessoas podem ficar desassistidas, temporariamente, na Atenção Básica, caso seja confirmada a saída dos profissionais”, afirmou em tom de alerta. Izabelle fez questão de ressaltar que constam das premissas de preenchimento das vagas do programa que os brasileiros são prioridades, seguidos dos brasileiros formados no exterior, sendo a última opção à oferta aos estrangeiros.

“A maior prova disso é que o programa iniciou em 2013 com 12 mil médicos cubanos e atualmente reduziu para 8.300”, destacou. A titular do Cosems/AL, também gestora da Saúde de Teotônio Vilela, se mostrou favorável a maior valorização dos médicos locais, inclusive para que haja maior cobertura, incentivo e acesso da população aos profissionais médicos.

“Desse modo, o governo precisa implantar um Plano de Cargos e Carreiras (PCC) justo e atrativo para os médicos da Estratégia de Saúde da Família”, salientou. Izabelle diz que é necessária a permanência dos médicos cubanos para garantir a cobertura nas unidades mais distantes, de difícil acesso, principalmente em comunidades rurais.

“Entretanto, em curto prazo, sem medidas abruptas, esses profissionais podem ser substituídos, como já vem acontecendo nos últimos editais do programa; que só teve inscrição de médicos brasileiros”, enfatizou. Izabelle salientou que os médicos cubanos recebem pela cooperação técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Governo de Cuba também os recursos do pecúlio pagos diretamente aos médicos pelos municípios e que servem para custear despesas como moradia, alimentação e transporte, totalmente livre dos salários recebidos diretamente do governo cubano.

A presidente do Cosems afirmou que vai continuar lutando por saúde universal, gratuita e integral para a população, uma vez que 150 milhões precisam do SUS e lutar por novas fontes de financiamento para a saúde, que deve ser política prioritária de todos os governos. “A Atenção Básica fortalecida resolve em torno de 80% dos problemas da população. Portanto, é necessário investir na prevenção e promoção da saúde dos nossos usuários”, finalizou.

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