quinta-feira, 20 de junho de 2019

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Renúncia de Fernando Collor enterra candidaturas de Biu de Lira e Cunha

Por Redação

Collor deu o troco pela falta de “reciprocidade”

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) surpreendeu o mundo político na noite de sexta-feira (14) anunciando que estava deixando a disputa pelo governo de Alagoas, oficializada no dia 5 de agosto em convenção partidária realizada na cidade de Maceió. Em comunicado divulgado aos alagoanos nas redes sociais, Collor lembrou da “missão que recebeu de fortalecer a democracia, ao colocar seu nome na disputa eleitoral, ofertando a população a legítima opção do exercício ao contraditório”.

Ao longo de intensos um mês e 10 dias de campanha pelos quatro cantos de Alagoas, Collor reencontrou o eleitorado e conseguiu agregar poucos apoios ao seu projeto, diferentemente do que havia prometido o “grupo de oposição”, que durante meses se debateu para arranjar um nome que disputasse o governo.

Collor aceitou a empreitada no apagar das luzes por que venderam a ele um “peixe”que não existia e ao sentir o clima frio das ruas, refletiu e decidiu chutar o pau da barraca, implodindo toda a coligação de oposição. Nas cidades que percorria em Alagoas, geralmente em carreatas, Fernando Collor sentia a apatia do eleitorado em relação a campanha e apenas os carros dos correligionários mais próximos e dos coordenadores seguiam o líder que outrora arrastava multidões.

Enquanto isso – do outro lado – o governador Renan Filho (MDB) corria leve e fagueiro consolidando o apoio recebido das lideranças angariado ao longo do mandato, pouco se importando para a concorrência.

A máxima que ninguém pode se confrontar com “rio cheio e governo”estava prevalecendo e o índice de popularidade do jovem governador garantia uma reeleição tranquila mesmo diante do outrora fenômeno de votos Fernando Collor.

A situação estava tão vexatória para Collor que até seu filho – candidato a deputado- federal – pouco pontuava em pesquisas para consumo interno divulgadas no meio por assessores, o que causaria ao senador uma derrota acachapante.

O desabafo de Collor no vídeo divulgado nas redes sociais mostra a face de um político amargurado com o estelionato político de que foi vítima.

Ao fim, quase em choro, o ex-presidente disparou: “Percebendo a coesão, do grupo, em torno de compromissos para empunhar esta bandeira, aceitei a missão. Está na essência da democracia o exercício do contraditório,até para ofertar legitimidade ao eventual eleito. Todos sabem do meu destemor. Cumpro minha palavra, mas peço reciprocidade. Na ausência dela, perde o sentido a missão a mim atribuída. Sem unidade perde a candidatura o seu significado de existência. Deixo, portanto, a condição de candidato ao governo, ficando aqui o meu muito obrigado aos colaboradores e correligionários. À minha gente, que me recebeu com tanto carinho, o meu mais profundo sentimento de gratidão”.

Collor saiu atirando porque os compromissos políticos e financeiros assumidos quando lançaram seu nome candidato ao governo não  foram honrados. Primeiramente pelo PSDB ausente da campanha, mesmo que ironicamente tenha indicado o candidato a vice-governador Kelmann Freitas; depois pelo prefeito tucano da capital Rui Palmeira que após duas aparições em caminhadas na periferia de Maceió, escafedeu- se da campanha.

Outra baixa em que pese os bastidores apontarem para um acordo era o candidato ao senado Rodrigo Cunha (PSDB) que justamente na semana em que Collor surgiu pedindo votos para ele, acabando o teatro de isolamento e pureza do candidato ao senado – decide renunciar. (Veja o vídeo abaixo distribuído nas redes sociais)

 

 

Decisão esfacela chapa ao senado

Os maiores prejudicados com a renúncia da candidatura de Fernando Collor ao governo são justamente os postulantes ao senado Benedito de Lira (PP) e Rodrigo Cunha (PSDB) que com uma candidatura majoritária ao Executivo competitiva fortalecia o sonho em galgar as duas cadeiras do senado, que hoje tem como líder nas pesquisas o senador Renan Calheiros.

Além deste, candidatos a deputado federal como o arapiraquense Severino Pessoa (PSD) que integrava o grupo governista de Renan Filho e de última hora pulou para o ‘barco naufragado” de Collor também tende a se prejudicar nessa reta final de campanha.

Com a saída de Collor todos esses nomes tendem a morrer de inanição e serem enterrados na cova rasa da derrota eleitoral.

O prazo para substituição vence nesta segunda (17), mas já se sabe que ninguém quer topar a parada e o tempo de rádio e TV será dividido para os outros candidatos ao governo.

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