terça-feira, 25 de setembro de 2018

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Parte da história de Monsenhor José Araújo

Com 66 anos de vida sacerdotal e 93 anos de idade, o reverendíssimo monsenhor JOSÉ ARAÚJO SILVA, natural do bairro Santo Antônio em Penedo, encontra-se internado no Hospital Regional Santa Rica, em Palmeira dos Índios, necessitando de muita oração dos amigos, dos ex-alunos e dos devotos de São Cristóvão. Homem culto, excelente professor de Português e eximo tradutor de Latim. Um dos padres mais antigos da Diocese de Nossa Senhora do Amparo, contemporâneo dos Monsenhores Odilon Amador dos Santos e de José do Nascimento.

Embora tenha sido batizado na pia batismal da Catedral de Penedo e de ter sido ordenado padre e realizado sua primeira eucaristia no Convento Santa Maria dos Anjos, em sua cidade natal, monsenhor José Araújo optou em ser transferido para a nova Diocese de Palmeira dos Índios, criada no Agreste Alagoano, no ano de 1962. Sacerdote dotado de boa cultura geral e de um sólido conhecimento teológico, o Padre José Araújo sempre se destacou em suas homilias, durante suas celebrações eucarísticas. Uma Missa celebrada por ele deixava sempre um ar de saudade, tanto pelo impecável trato com as palavras como pelo domínio das coisas sagradas.

Nesses 54 anos de fundação da Paróquia de São Cristóvão, em Palmeira dos Índios, ele foi nomeado pároco por várias vezes. Se monsenhor Francisco Xavier de Macedo foi o idealizador dessa comunidade católica e edificador das paredes do novo tempo, o Padre José Araújo foi o responsável pela cobertura do teto da nova casa de São Cristóvão na Terra dos Xucurus, próximo a Lagoa dos Caboclos (nome antigo dos índios).

Durante seu pastoreio realizou inúmeras Santas Missões no bairro e na zona rural. As saudosas Festas de São Cristóvão sempre contou com uma vasta programação que iam desde a formação litúrgica, como a organização de carreatas, procissões motorizadas, vigílias, mutirão de prestação de serviços à comunidade, além de outras atrações. Narra à história que ano de 1964, precisamente no dia 16 de fevereiro, Dom Otávio Barbosa Aguiar elevou a capela de São Cristóvão, no antigo bairro dos Caboclos na cidade de Palmeira dos Índios, à sede Paroquial e empossou, no mesmo ato, o Reverendíssimo Padre José Araújo Silva como Pároco da Paróquia de São Cristóvão, a primeira da Diocese a ser constituída na cidade. Por muito tempo ele contou com o auxílio do Monsenhor José Nascimento, na condição de Vigário. Hoje, o novo Pároco de São Cristóvão é o Padre Lázaro José de Melo.

Mas a vida do Monsenhor José Araújo Silva não se restringe apenas na sua atuação sacerdotal, como homem cristão da Igreja Católica. Ele foi um notável professor da Língua Portuguesa. No Colégio Estadual Humberto Mendes, implantado na Avenida Muniz Falcão, nesta cidade, o Padre José Araújo Silva marcou sua presença privilegiada nas décadas de 60 e de 70, participando com um grupo de profissionais docentes de grande estrutura pedagógica, “professores altamente gabaritados”, segundo opinião do próprio Monsenhor José Araújo. Além deste padre como professor de Português, destacavam-se Vanda Ramos (Geografia – posteriormente, docente da UFAL), Dr. Laércio (Matemática – engenheiro do DNOCS), Dr. Eraldo Vasconcelos (História Geral – Juiz da cidade), Pe. Odilon Amador dos Santos (Latim, inglês e religião) Dr. Wilson Costa (Biologia – ainda hoje exercendo obstetrícia na cidade), Lêita Rego (Desenho Geométrico/Arte) Maria Guerra (História), Milton Pitta, Maria Conceição, Amparo Neves, Sinvaldo Gama, Mons. Luiz Ferreira Neto, Roberaldo Souza, entre outros. Durante a gestão do Padre Odilon Amador, o Colégio Estadual Humberto Mendes assistiria paulatinamente à ampliação de suas turmas, vindo a alcançar competitividade com as melhores escolas da capital nos planos intelectual e esportivo, elevando assim o prestígio da sociedade palmeirense. De acordo com a opinião do Monsenhor José Araújo, que ministrou Português no Colégio Estadual por 25 anos: “Naquele tempo – até com um pouco de exagero – havia uma espécie de reverência aos professores, muita consideração, é claro que numa turma mais expansiva, e quando notavam que o professor estava sem firmeza no que ensinava, eles também levavam na crítica, mas sempre me senti respeitado e considerado pelos alunos (…). Naquela época, havia boa disciplina”. Pensemos nisso! Por hoje é só.

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