sábado, 17 de novembro de 2018

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Corinthians se defende e diz que foi a CBF que desconvocou lateral Fagner

O Corinthians divulgou uma nota oficial nesta terça-feira informando que a desconvocação do lateral Fagner por causa de uma lesão muscular foi uma decisão tomada pela CBF e não pelo clube. “O departamento médico do Sport Club Corinthians Paulista informa que a desconvocação do atleta Fagner da seleção brasileira ocorreu após envio de exames específicos e de imagens diretamente à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a decisão foi tomada exclusivamente pela entidade, pois o clube não detém autonomia para tal processo”, diz o documento.

Convocado para os amistosos do Brasil contra Estados Unidos e El Salvador, o lateral foi desconvocado devido a uma lesão na coxa esquerda. O prazo de recuperação era de três a quatro semanas, mas ele voltou a treinar em 12 dias.

De acordo com o Regulamento de Status e Transferências da Fifa, o atleta não está habilitado a atuar pelo período de cinco dias após o último compromisso de sua seleção no período, em casos de recusa. O artigo 5º fala de jogadores que se recusaram a atuar, mas não cita problemas de contusões. Mesmo assim, o Flamengo promete denunciar o rival caso o lateral seja escalado.

Joaquim Grava, médico do Corinthians, afirmou que o jogador teve uma evolução surpreendente e que o prazo de recuperação era de duas a três semanas. “Inicialmente, o prazo que nós tínhamos dado era de duas a três semanas. Só que o Fagner teve uma evolução surpreendente. Ele reagiu muito bem nos últimos dias, ontem treinou e hoje fará um treinamento mais específico com bola para ver como ele se sente e se tem condições de jogar ou não. Ele pode também não ter condições de jogo”, afirmou o médico à ESPN Brasil, nesta terça-feira.

No mesmo documento, o Corinthians afirma que já conseguiu recuperar atletas antes do prazo previsto. “O Corinthians reforça que historicamente já recuperou outros atletas até antes do prazo esperado pelos médicos e conta com uma equipe de quatro fisioterapeutas, além de estrutura mundialmente reconhecida como CEPROO e Lab R9”, diz a nota.

O lateral-direito se contundiu no último dia 29 de agosto e foi diagnosticado com uma lesão de grau um na coxa esquerda. Ele vem fazendo tratamento intensivo em até três períodos. Doze dias depois da contusão, voltou a treinar.

“Contratura muscular de grau um é exatamente esse período, mas também pode ser que o jogador fique fora por cinco semanas. Uma lesão muscular depende muito da evolução, a técnica que você utiliza e com quem você trata. Cada caso é um caso e esse tipo de lesão não tem um tempo exato para a recuperação. Essa lesão é o grande vilão da medicina esportiva”, argumentou Joaquim Grava.

Autor: Gonçalo Junior
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