terça-feira, 20 de novembro de 2018

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Quatro empresas disputam petróleo do pré-sal da União nesta sexta-feira

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizará nesta sexta-feira, 31, na B3, o leilão para venda de três lotes com parte do petróleo explorado na região do pré-sal, ao qual a União tem direito nos contratos de regime de partilha. O petróleo ofertado ao mercado é oriundo da Área de Desenvolvimento de Mero (Libra) e dos campos de Lula e Sapinhoá, todos localizados no pré-sal da Bacia de Santos. Os lotes poderão ser adquiridos individualmente, em contratos de 12 meses ou 36 meses. Em três anos, os contratos somam um total de 14,4 milhões de barris, o que poderia gerar para a União uma arrecadação de R$ 3,1 bilhões no leilão desta sexta.

As empresas Shell Brasil, Total E&P Brasil, Repsol Sinopec e Petrobras estão habilitadas a participar do leilão.

Este é o segundo leilão de petróleo da União promovido pela PPSA. Na primeira tentativa de venda, realizada em 30 de maio, não houve lances, apesar da inscrição da Shell no certame. Na ocasião, as empresas do setor consideraram que os volumes ofertados e os tempos de contrato não eram atrativos o bastante. De lá para cá, os prazos dos contratos foram ampliados da proposta original de 12 meses para 36 meses, e o volume de petróleo subiu de 2,8 milhões de barris para 14,4 milhões de barris, visando à atração de mais interessados.

Pelas novas regras do edital, os lotes receberão lances, inicialmente, para contratos de 36 meses. Se algum lote não for comercializado na primeira rodada, ele será oferecido novamente em uma segunda rodada, mas dessa vez em um contrato de 12 meses. A expectativa do governo é de receber lances já na primeira etapa do leilão, para os contratos de 36 meses, já que as empresas haviam sinalizado interesse em contratos de maior duração e previsibilidade. Os lotes serão arrematados pelas empresas que oferecerem o maior valor pelos barris, a partir do preço de referência estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Se, depois disso, algum lote permanecer não arrematado, o edital prevê a possibilidade de uma nova oferta, agora com deságio, e válida para contratos de 12 meses.

Lotes

De acordo com informações da PPSA, na Área de Desenvolvimento de Mero, para o período de 36 meses, a produção estimada da União que será leiloada é de 10,6 milhões de barris de petróleo. Para o período de 12 meses, a produção estimada é de 1,8 milhão de barris de petróleo. A 170 quilômetros do litoral do Estado de Rio de Janeiro, a área é explorada por um consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

Em Sapinhoá, para o período de 36 meses, a produção estimada da União que será leiloada é de 600 mil barris de petróleo e para 12 meses, de 115 mil barris de petróleo. A área é explorada por um consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 45%), Shell (30%) e Repsol (25%).

E em Lula, para o período de 36 meses, a produção estimada da União que será leiloada é de 3,2 milhões de barris de petróleo e para 12 meses, de 1,1 milhão de barris de petróleo. O Campo de Lula, do consórcio BM-S-11, é operado pela Petrobras (65%), com os sócios Shell (25%) e Petrogal (10%). (Colaborou Denise Luna)

Autor: Circe Bonatelli
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