quarta-feira, 14 de novembro de 2018

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Juro curto tem viés de baixa com dólar à vista fraco; taxa longa sobe

As taxas de juros curtas oscilavam nesta manhã de quinta-feira, 23, com viés de baixa, na esteira da queda do dólar ante o real no mercado à vista. Já as médias e longas rondavam a estabilidade ou tinham viés de alta em meio ao avanço do dólar futuro de setembro. Nos primeiros negócios, as taxas rondaram a estabilidade e subiram em seguida em sintonia também com o avanço do dólar à vista e futuro.

O IPCA-15 de agosto foi monitorado, mas com impacto limitado na precificação das taxas de juros. O indicador mostrou desaceleração para 0,13%, ante +0,64% em julho. O resultado do indicador neste mês no entanto ficou acima da mediana das projeções do mercado (+0,10%) e dentro do intervalo das projeções (0,03% a 0,22%). No ano, o IPCA-15 acumulou alta de 3,14% e, em 12 meses, +4,30% – também acima da mediana do mercado (4,27%) e dentro do intervalo das projeções (4,19% e 4,37%).

Às 9h59, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 indicava 8,39%, ante máxima em 8,46% mais cedo, de 8,41% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 estava em 9,55%, após máxima em 9,62%, de 9,56% no ajuste de ontem. Já o DI para janeiro de 2023 desacelerava para 11,23%, após máxima em 11,27%, de 11,21% do ajuste de ontem. No câmbio, o dólar à vista caía 0,28%, a R$ 4,0499. Porém, o dólar futuro de setembro retomava a alta e subia 0,20%, a R$ 4,0525, após leve queda pontual à mínima de R$ 4,0445 (-0,01%). Na máxima, mais cedo, esse contrato subiu até R$ 4,0820 (+0,91%).

Apesar da ausência de nova pesquisa para presidente hoje, os investidores mantêm-se na defensiva, o que se reflete no dólar firme no mercado futuro, ainda que estejam realizando lucros nesta manhã no mercado à vista. Estão no radar as novas tarifas comerciais mútuas entre os Estados Unidos e a China, além das discussões sobre a alta de juros nos EUA neste ano após críticas do presidente americano à política de aperto monetário em curso no país. No quadro local, persiste um pano de fundo de cautela eleitoral e o fluxo cambial líquido tornou-se negativo em agosto, depois de encerrar julho com entradas líquidas de US$ 5,902 bilhões. O saldo de fluxo cambial está negativo em US$ 2,476 bilhões neste mês até o dia 17.

Autor: Silvana Rocha
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