segunda-feira, 12 de novembro de 2018

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Jogadores pedem cancelamento do plano de realizar partidas do Espanhol nos EUA

A associação de jogadores de futebol da Espanha pediu à La Liga, a organizadora do Campeonato Espanhol, o cancelamento do plano de disputa de partidas da competição nos Estados Unidos e advertiu que não descarta a possibilidade de realização de uma greve se essa exigência e outras não forem cumpridas.

Os capitães dos clubes da primeira divisão se reuniram nesta quarta-feira em Madri e se disseram contrários à decisão de realizar jogos do Campeonato Espanhol fora do país, algo que pode ocorrer já nesta temporada como parte do novo contrato de 15 anos firmado com uma multinacional norte-americana, a Relevent, pela liga, que busca promover o futebol na América do Norte e melhorar a sua imagem fora da Espanha.

O presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE), David Aganzo, disse que a liga deveria ter consultado os jogadores antes de tomar “decisões de modo unilateral” para jogar nos Estados Unidos. “Os jogadores não estão à venda”. “Todos os jogadores estão contra tudo isso. Estamos surpreendidos e indignados”, disse, em entrevista coletiva.

“Os jogadores não estão de acordo com a tomada de decisões de modo unilateral, entre outras, sobre se jogar fora da Espanha. Não podemos esquecer que somos os protagonistas junto aos torcedores e aos árbitros. Estamos dispostos a chegar até o final. Os jogadores não só pensamos em dinheiro, pensamos na saúde, em nossos torcedores”, acrescentou.

A AFE disse em um comunicado que os jogadores acertaram tomar uma ação mais drástica se não houver um acordo. Aganzo indicou que se ao final de setembro ou início de outubro não houver um acordo, os atletas vão agir. Além disso, declarou que foi programada uma reunião com o presidente da liga espanhola, Javier Tebas, no próximo mês.

A liga anunciou na semana passada seus planos de jogar uma partida nos EUA e explicou que o primeiro jogo, embora deva ocorrer nesta temporada, não tem clubes ou data definida. A proposta fazia parte de uma tentativa de expansão internacional da liga, que tenta seguir os passos do milionário Campeonato Inglês.

Aganzo também assegurou que a decisão de levar o torneio aos EUA foi apenas a gota d’água de uma série de insatisfações. Ele citou os horários tardios de início dos jogos – alguns começam às 22h15 locais – e a realização de partidas nas sextas e segundas-feiras.

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