sábado, 24 de agosto de 2019

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Bolsas de NY fecham em alta, apoiados por relações comerciais entre EUA e China

Os mercados acionários americanos encerraram em alta o pregão desta sexta-feira, 17, apoiados pelo cenário de menor aversão a risco diante de conversas entre Estados Unidos e China para que as tensões comerciais entre os dois países sejam resolvidas ainda este ano.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,43%, aos 25.669,32 pontos; o S&P 500 subiu 0,33%, aos 2.850,13 pontos; e o Nasdaq avançou 0,13%, aos 7.816,33 pontos. Já o índice de volatilidade VIX, considerado o “medidor de medo” de Wall Street fechou em queda de 6,02%, aos 12,64 pontos.

A próxima semana será chave para as relações comerciais em todo o globo. Fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires informaram que negociadores americanos e chineses traçaram um planejamento para que os diálogos comerciais entre os dois países, que começarão na próxima semana, culminem em uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em novembro. O plano representa o mais novo esforço das duas partes para evitar a escalada nas tensões que sacudiram os mercados globais nos últimos meses.

“Há conversas que foram anunciadas publicamente e essas conversas são um sinal positivo. A China tem muitas reformas a fazer e queremos conversar com eles sobre como fazê-las. E acreditamos que se eles fizerem reformas será bom para nós”, disse o diretor do Conselho de Assuntos Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett. As reuniões da próxima semana ocorrerão em solo americano e serão conduzidas pelo subsecretário do Tesouro para Assuntos Internacionais, David Malpass, e pelo vice-ministro de Comércio da China, Wang Shouwen.

Outra fonte de tensão também está sendo desfeita aos poucos pelas autoridades americanas. Após comentários positivos feitos por Trump na quinta-feira sobre as relações com o México, que estariam progredindo, Hassett apontou que os EUA estão “muito, muito próximos” de um acordo com o México no âmbito do processo de renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês). “Há alguns pontos difíceis, mas houve muito progresso”, acrescentou o assessor econômico da Casa Branca, que deu apoio ao peso mexicano durante a tarde.

A expectativa é de que, sem o peso das tensões no comércio global, a confiança do consumidor americano possa voltar a aumentar. Nesta sexta-feira, a Universidade de Michigan informou que o índice de sentimento do consumidor caiu de 97,9 em julho para 95,3 em agosto, no menor nível em 11 meses. “As guerras comerciais e a volatilidade dos mercados parecem estar desencadeando as mais fracas leituras de confiança do consumidor vistas ainda este ano, o que não é um bom sinal para o futuro”, apontou o economista Christopher Rupkey.

Ainda na pesquisa de sentimento do consumidor, o economista Richard Curtin, que comanda a sondagem, apontou que os dados sugerem que os consumidores “se tornaram muito mais sensíveis até mesmo às taxas de inflação”. Ele disse, ainda, que, no geral, “os números indicam que os consumidores têm pouca tolerância para inflação excessiva e, para o benefício do Federal Reserve (Fed), as taxas de juros agora desempenham um papel mais decisivo nas decisões de compra”. Entre os bancos, o Goldman Sachs fechou em alta de 0,16%, o Wells Fargo avançou 0,34% e o Citigroup subiu 0,16%.

Autor: Victor Rezende
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