quarta-feira, 21 de novembro de 2018

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Nossa Senhora das Dores

Antes do Concílio Vaticano II a Igreja, na sua liturgia, celebrava duas vezes no ano a festa de Nossa Senhora das Dores. A primeira a ser celebrada era antes de Domingo de Ramos, na sexta-feira, como que se homenageava a fortaleza da Mãe do Redentor. Lembrando que seu coração, conforme a profecia do Velho Simeão, seria transpassado por espada de dor.

Ainda hoje, precisamente no dia 15 de setembro, a Igreja nos lembra as dores da Virgem Santa. Dentre outras dores por que Maria passou, são lembradas as sete dores de Maria, mãe de Jesus. Claro que outras dores teve Maria. Mas ainda hoje, alguns pregadores lembram as sete dores .

Vamos enumerar as sete dores que estão no evangelho. 1ª – A profecia do Velho Simeão; 2ª – A perseguição de Herodes e a fuga de José, Maria e o menino para o Egito;
3ª – A perda de Jesus, no templo de Jerusalém; 4ª – O encontro de Maria com seu Filho, carregando a cruz, no caminho do Calvário; 5ª – A crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; 6ª – Jesus descido da cruz e colocado nos braços de sua Mãe; 7ª – A sepultura de Jesus e a Solidão de Maria.

Convém lembrar que vieram dos Padres da Consagração do Oratório, o culto da Virgem Maria, estabelecendo-se inicialmente em Vila Rica de Ouro Preto.

A devoção a Nossa Senhora das Dores sempre foi muito grande por esse Brasil. Muitos pais colocavam em suas filhas o nome de Maria das Dores. Ainda hoje podemos encontrar Jovens e adultas com o nome Maria das Dores.

Nilza Botelho Megale, com seu livro 112 Invocações de Virgem Maria no Brasil, apresenta-nos uma história ou uma lenda que “certo rapaz apaixonou-se” por uma linda jovem e todo esperançoso, foi pedi-la em casamento. Ela, porém, exigiu como prova de seu amor que lhe presenteasse com o colar da imagem de Nossa Senhora das Dores. O moço tentou dissuadi-la, declarando ser impossível cometer tal sacrilégio. Mas Corina foi inflexível e o apaixonado Rafael acabou condenado ao desejo da donzela.

Nunca tarde, após o “Angelus”, quando os pedreiros que trabalhavam na construção da torre da igreja haviam saído, o rapaz encontrou a porta aberta e penetrou no templo. Dentro não havia ninguém. No altar-mor a imagem de Nossa Senhora ostentava o belo colar de brilhantes. Rafael, de um pulo, trepou no altar e rapidamente tirou a jóia e meteu-a no bolso.

Alguns dias depois um pedreiro escravo, de nome José, foi acusado do roubo e condenado à morte. Numa radiosa tarde ensolarada, grande número de pessoas chegava à praça da Harmonia para assistir ao enforcamento do presumido ladrão do colar.

O que chama à atenção é que se a jovem amava o rapaz, deixou de amá-lo após ter o colar que tanto ambicionava.

Há quem afirme que, diante do enforcamento de um pobre inocente, Dom Pedro II houve por bem, acabar com a pena de morte. Falam que o pobre apaixonado foi visto rondando o lugar da força, de olhar apagado, dominado pelo remorso. Depois desapareceu e ninguém ouviu mais se fala dele.

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