segunda-feira, 24 de setembro de 2018

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Juros futuros sobem com dólar, em meio a expectativas com leilão e alianças

Os juros futuros operam em alta nesta manhã de quinta-feira, 19, acompanhando o fortalecimento do dólar no exterior e ante o real. A agenda local é fraca e os investidores deslocam as atenções para os mercados internacionais e as articulações políticas para a corrida presidencial no Brasil.

Os agentes de renda fixa também aguardam nesta manhã portarias referentes aos leilões esperados para o dia. Pelo calendário original, estavam previstos para hoje ofertas de LTN e LFT, além do leilão de NTN-F, que foi oficialmente cancelado pelo Tesouro no início do mês. No caso da oferta LTN, a instituição deixou em aberto uma eventual suspensão “a depender das condições de mercado”. Já os leilões de LFT estão confirmados. Apesar dessa expectativa, até agora não houve divulgação de portaria.

No exterior, as avaliações otimistas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre a economia norte-americana reforçam as expectativas dos investidores sobre o fortalecimento do dólar no longo prazo, o que acaba refletindo nos juros futuros no mercado doméstico. A divulgação nesta manhã, de dados positivos sobre os Estados Unidos corroborou essa visão.

Por aqui, a expectativa maior é com a definição do pré-candidato que terá o apoio do Centrão (bloco integrado pelas legendas Solidariedade, PRB, DEM e PP), que está entre Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). O Centrão também é cobiçado pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB ao Palácio do Planalto, que concede nesta manhã entrevista ao Broadcast Ao Vivo Interativo. A movimentação do pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para indicar seu vice também está no radar. Há possibilidade de formação de uma “chapa pura” com a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente petista Dilma Rousseff, que se filiou ao PSL em maio. Em entrevista à Rádio Eldorado nesta manhã, Janaina disse que ainda não recebeu nenhum convite, mas se mostrou otimista com a possibilidade.

Às 10h05, o DI para janeiro de 2020 estava a 8,20%, de 8,15% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 indicava 9,23%, de 9,16% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 estava a 10,62%, ante 10,59% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 1,09%, aos R$ 3,8863.

Autor: Idiana Tomazelli
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