segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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A greve continua! Movimento unificado repudia declarações do prefeito e mantém a luta

Por redação com Sinteal

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Se a intenção era acabar com o movimento, as declarações ofensivas do prefeito Rui Palmeira tiveram o efeito contrário. Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (24), no Clube Fênix Alagoana, servidores/as municipais de várias categorias demonstraram indignação e ainda mais disposição para a luta. Sinteal, Sindprev, Sindspref e Saseal mantiveram a unidade das categorias e definiram, de forma democrática, que não aceitam ameaças e ofensas.

“Vandalismo é ir para a imprensa ofender o movimento, e nem sequer receber as lideranças para negociar”, disse Consuelo Correia, presidenta do Sinteal. Ela relembra que está tentando o diálogo desde janeiro de 2017, mas nunca foi recebida pelo gestor. “São dois anos sendo ignorados. Os servidores públicos não vão mais aceitar esse tratamento!”, completou.

Uma decisão judicial entregue no dia 23 de julho estabelece a proibição aos sindicatos de realizar ocupações em prédios públicos. Isso aconteceu depois da mobilização da última sexta-feira (20), quando as secretarias municipais de Economia e também da Gestão foram fechadas pelos manifestantes e não funcionaram durante todo o dia. Apesar de terem sido impedidos de entrar para trabalhar, os servidores daquele órgão foram surpreendidos com o desconto no salário referente ao dia de protesto.

Durante a assembleia, foi unânime a decisão de manter a greve. Várias intervenções inflamadas das pessoas da plenária trouxeram propostas de mobilização. Ao final da assembleia, foi definida uma programação para os próximos dias: Ato público na rua fechada, outro ato público na Câmara de Vereadores de Maceió, no dia 1º de agosto, e mais uma caminhada imediatamente após a assembleia.
O movimento saiu em cortejo pelas ruas do centro de Maceió, em um enterro simbólico da gestão do prefeito Rui Palmeira. Com direito a caixão sendo carregado, o movimento teve, desta vez, além de faixas e bandeiras, algumas máscaras do “prefeito vampirão”, porque ele “suga” o sangue dos trabalhadores e trabalhadoras com essa política de desmonte do serviço público municipal.

Além de uma parada em frente à sede da Semge, para uma demonstração de solidariedade em relação aos servidores e servidoras que estão sendo perseguidos e punidos por participar da greve, houve também outra parada em frente à sede da Procuradoria Municipal de Maceió para deixar um recado: “A procuradoria também tem a função de fiscalizar se a prefeitura está cumprindo a lei, como, por exemplo, pagar o reajuste na data-base. Mas, ao invés disso, e infelizmente, fica perseguindo a gente e pedindo ilegalidade da greve”,

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