quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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1º dia de greve em Maceió tem assembleia unificada, caminhada e ato público de protesto

Por redação com Sinteal

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Em uma data histórica para a luta sindical em Alagoas, os/as servidores/as públicos/as municipais de Maceió, organizados por suas entidades (Sinteal, SindPrev, SindsPref, Saseal, entre outras; apoiadas pela CUT/AL), realizaram, na manhã desta terça-feira, dia 17 de julho, o primeiro dia da greve unificada, com uma assembleia geral, no Clube Fênix Alagoano, seguida de caminhada de protesto e ato público na sede da Prefeitura, no bairro de Jaraguá. A última proposta enviada pela administração municipal, de 3% (três por cento) retroagindo ao mês de junho foi categoricamente recusada pelas categorias, que, reunidas no último dia 11/07, votaram e decidiram pelo início da greve. Os/as trabalhadores/as reivindicam um reajuste de 15,41%, que representa a perda da inflação dos anos 2014, 2015, 2016 e 2017, retroativo a janeiro/2018 (mês da data-base).

O sentimento da plenária da assembleia, formada por trabalhadores de várias categorias, era de total indignação diante da postura antitrabalhador da Prefeitura de Maceió, mas também de muita motivação e perspectivas de mais lutas no desenrolar da greve unificada.

Consuelo: 17 de julho

Abrindo a assembleia, que lotou as dependências do Clube Fênix Alagoano, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, fez um importante resgate histórico do dia 17 de julho, quando, há exatos 21 anos, os/as trabalhadores/as e o povo em geral, nas ruas, conseguiram derrubar o governo estadual da época [Impeachment do governador Divaldo Suruagy], que ousou desrespeitar os direitos dos trabalhadores e da população em geral.

Segundo Consuelo, “o dia dezessete de julho tem para nós, trabalhadores e trabalhadoras, uma simbologia muito grande de resistência, pois, há exatos vinte e um anos, o conjunto de servidores públicos estaduais conseguia derrubar um governo que, à época, desrespeitou os trabalhadores. Naquela época, foi de extrema importância que estivéssemos unidos numa histórica trincheira de luta, lutando nas ruas contra um governo que não nos respeitava. Hoje os fatos não chegam à proporção do passado, mas têm, sim, uma grande semelhança: o desrespeito ao conjunto dos servidores municipais de Maceió. Há um ano e sete meses estamos lutando numa difícil negociação. Começo com o reajuste zero, agora chegou a um reajuste também irreal de três por cento. Negociações difíceis nesses noventa dias. Mas estamos aqui nessa assembleia de greve mostrando nossa indignação e a nossa disposição de luta, porque estamos sendo desmerecidos pelo que representamos para a sociedade. ”.

Caminhada e ato de protesto

Terminada a assembleia no Clube Fênix, os/as trabalhadores/as e lideranças sindicais saíram em caminhada que percorreu a Praia da Avenida – ocupando apenas uma faixa da pista para não atrapalhar o trânsito – até à sede da Prefeitura de Maceió, localizada em Jaraguá, onde foi realizado um protesto. Nenhum assessor da gestão municipal apareceu para falar com os/as sindicalistas e com os/as trabalhadores/as das diversas categorias municipais presentes.

O ato de protesto e mobilização deste primeiro dia de greve mostrou que as categorias estão unidas e mobilizadas, organizado em seus sindicatos, e prometem mais luta em defesa dos seus direitos e pelo reajuste salarial de 15,41%, com retroativo a janeiro/2018.

Próxima atividade de luta

O Sinteal convoca as/os trabalhadoras/es da educação municipal de Maceió para um novo ato unificado de protesto, na próxima 6ª feira (20 de julho), às 07 horas, na Secretaria Municipal de Gestão (Semge), à Rua Pedro Monteiro, no Centro de Maceió.

A luta continua!

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