quarta-feira, 14 de novembro de 2018

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Municípios Brasileiros

Recebi, com muita honra, o 31º livro do escritor-historiador Dr. Ivan Bezerra de Barros, promotor de Justiça emérito do Ministério Estadual de Alagoas, intitulado Raízes  dos Municípios Brasileiros acompanhada de costumeira dedicatória: “ Ao escritor/professor Laurentino Veiga, com as homenagens do autor”. Cuja capa  homenageia  a antiga Praça da Intendência de Palmeira dos Índios ( 1905).

Na qualidade de então vereador da Terra dos Xucurus ( 67/71), legislou sobre a matéria e, ao mesmo tempo, como jornalista da extinta Manchete, tornou-se autoridade sobre o tema que trouxe à tona a História / Direito que ornamentam as unidade municipais quer do Brasil como um todo, quer das Alagoas do jurisconsulto Pontes de Miranda que emitiu conceito que merece ser reproduzido. “ O município de hoje existe porque a lei quer. Só a retórica dos juristas repetidores de velhos comentadores anglo-saxões pode pretender que o município seja realidade”.

 No bojo do documento, vê-se a Evolução político-administrativa envolvendo as feitorias, povoados, aldeias até os municípios. Onde ressalta que o primeiro município foi a Bahia de Castro Alves, de Ruy Barbosa e de tantos outros vultos que  enalteceram a primeira capital do Brasil-Colonial. Ademais, o histórico evolutivo municipal, A autonomia na Carta de 1967, Emenda ou nova Carta?, Os impedimentos, política de Estado, Fundo municipal de saúde, Contribuição de melhoria, Plano Plurianual. Acoplado a tudo isso, inseriu na sua pesquisa o válido depoimento do atual presidente da AMA, Hugo Wanderley, prefeito de Cacimbinhas.

Diga-se, de passagem, detalha não-somente o aspecto histórico, bem como tece comentários sobre o arcabouço jurídico que envolve os municípios desde a Colônia até a Constituição de 1988. E, portanto,ressaltou personalidades, autoridades responsáveis  pela integração municipal.

Por outro lado, destacou o primeiro prefeito de Palmeira dos Índios ( cel. Luiz Pinto de Andrade),logradouros públicos, e, principalmente, a majestosa Catedral onde o saudoso Luis de Barros Torres saudou-a com as estrofes imorredouras: “ Sejas sempre idolatrada/ Dentro de meu coração/ Tudo Palmeira abençoada/ A Princesa do Sertão./ Mesmo ausente de teu seio/ Ninguém pode te olvidar/ Permaneces na lembrança/ Como um bem a maltratar/ Inundando de saudade/ E um desejo de voltar”.

Nesse sentido, o trabalho do escritor fez registrar os vultos palmeirenses, a saber:médicos Remi Maia/Lourival Melo Mota, Gileno Sampaio, jornalistas Helio Teixeira/ Guilherme Tobias Granja/Juarez Ferreira, poeta Chico Nunes,educadora  Lurdes Monteiro,marechal Almeida Cavalcante, major Azarias, jurista Nabor Bulhões, empresário dee comunicação Ricardo Vitório, juiz federal  Alberto Nogueira, conselheiro do Tribunal de Contas Edval Gaia e outros munícipes de relevo.

Na  linha da pesquisa in loco, prestigiou os município de Major Isidoro, Penedo,Marechal Deodoro ( primeira capital das Alagoas), Batalha, Olho D’Água das Flores, Santana do Ipanema, Maragogi, Pão de Açúcar, Delmiro Gouveia, Piranhas, São Luis do Quitunde, Mata Grande, Coruripe, Cacimbinhas, berço do cardiologista José Wanderley, Arapiraca, capital econômica do agreste alagoano,Pilar, Porto Calvo do Calabar, Igací, Quebrangulo do filho ilustre Graciliano Ramos, União dos Palmares do ex-governador Manoel Gomes de Barros, Anadia e a bela Maceió. Felicito-o pela beleza da obra e, porque não dizer,pela feliz iniciativa narrada com maestria. Organização: Francis Lawrence.

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