sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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Dólar à vista vai quase a R$ 3,85 com juro pressionado e mercado testando BC

O dólar volta a disparar ante o real Na manhã desta quarta-feira, 6, com investidores olhando o salto dos juros futuros em meio à persistente aversão ao risco local. Investidores precificam aumento das apostas em alta da taxa Selic na reunião do Copom deste mês, em meio à crise dos preços de combustíveis, a deterioração fiscal pública e um cenário eleitoral desfavorável a candidato pró-mercado.

Os agentes de câmbio seguem pressionando o Banco Central (BC) para realizar leilão de linha com recompra futura, além de ofertas de swap cambial. Para esta quarta, por enquanto, estão previstas apenas as duas ofertas que tem feito diariamente, incluindo a de US$ 750 milhões de novos contratos de swap, realizada mais cedo, e a de rolagem de contratos para julho (US$ 440 milhões).

No exterior, o dólar cai ante a maioria das moedas fortes e também frente a várias divisas de países emergentes e commodities. O maior apetite por risco em geral nos mercados internacionais colabora para o movimento, bem como a força do euro, apoiado por declarações de mais cedo do Banco Central Europeu (BCE) que levaram investidores a ponderar que a instituição pode discutir na próxima reunião, no dia 14, a saída de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). Ante o iene, porém, o dólar sobe, por causa da menor busca por segurança.

Entre as commodities, o destaque é o forte avanço dos preços do cobre e do alumínio. Além disso, há sinais de abrandamento das tensões comerciais, após a China se comprometer a comprar US$ 70 bilhões em produtos americanos caso os EUA não aplique tarifas.

Às 9h40 desta quarta, o dólar à vista subia 0,53%, aos R$ 3,8303, após tocar em máxima aos R$ 3,8498 (+1,04%). Na mínima, após a abertura, a moeda recuou aos R$ 3,8048 (-0,14%). O dólar futuro de julho estava em alta de 0,64%, aos R$ 3,8410, ante máxima antes em R$ 3,8595 (+1,13%).

Na renda fixa, o DI para janeiro de 2020 indicava 8,12% no horário acima, ante 7,89% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2021 indicava 9,36%, de 9,05% no ajuste de ontem. Já o DI para janeiro de 2025 estava a 12,38%, de 11,80% no ajuste anterior.

O euro estava a US$ 1,1770, ante US$ 1,1715 no fim da tarde de ontem. O dólar subia a 110,07 ienes, de 109,72 ienes no fim da tarde de terça. Em Nova York, o barril de petróleo caía 0,69%, a US$ 65,08.

Autor: Silvana Rocha
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