quinta-feira, 20 de setembro de 2018

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Câmara aprova presença de Teófilo na Casa para explicar contratação de auditoria

Por Roberto Gonçalves

Em sessão ordinária realizada na noite desta terça-feira (08) a Câmara municipal de Arapiraca aprovou o Requerimento o Requerimento específico, de autoria dos vereadores Fábio Henrique (PC do B), Léo Saturnino (MDB), Rogério Nezinho (MDB), Sérgio do Sindicato (PPS) e Moisés Machado (PDT) que define a presença do prefeito Rogério Teófilo (PSDB) à tribuna, para se defender e explicar as acusações de calote entre o Poder Público municipal e uma empresa de consultoria.

Os vereadores autores do Requerimento pedem o comparecimento do Prefeito,  para prestar esclarecimentos relacionados às últimas denúncias, veiculadas nos órgãos de comunicação envolvendo a gestão com a empresa de consultoria do administrador de empresas. Luiz Lobo. O problema está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual.

O vereador Ricardo Nezinho (MDB) primeiro a usar a tribuna, lembrou que diante de tudo o que já foi exposto e divulgado pela imprensa em nível local e estadual, é dever do prefeito comparecer à plenária num mínimo de tempo possível.

Léo Saturnino (MDB) comentou que se o gestor tem mesmo razão, no caso do suposto calote na auditoria, não há porque não comparecer ao parlamento e se justificar perante os vereadores e o povo de Arapiraca. O problema é grave classificado pelo promotor Napoleão Amaral em razão do pagamento de parte da dívida por uma empresa que teria como sócio um secretário de primeiro escalão da gestão de Teófilo” “A ação fere todos os princípios básicos da administração pública” detonou em entrevista o promotor Napoleão Amaral.

Moisés Machado (PDT) afirmou que Teófilo sempre se referiu a ele mesmo como “prefeito da transparência da ética e da legalidade” e, por essa razão, que deve ir à sessão para tentar se explicar. Acrescentou, ainda, que ficou admirado com a demora da assessoria de comunicação da prefeitura, que emitiu uma nota tardia e inconsistente com a realidade dos fatos relatados na imprensa, com os dados consistentes e robustos encaminhados ao Ministério Público Estadual.

Durante seu pronunciamento, Moisés Machado lembrou que após um ano e cinco meses de gestão, Rogério Teófilo não tem sequer um líder de governo na Câmara Municipal. Fabiano Leão, sem pedir licença, atravessou o discurso do colega sem pedir aparte, e afirmou: tem doze! Na resposta imediata, Moisés Machado foi categórico – “deixe de piadas, assuma que é líder e venha aqui. Respeito é primordial para todos nós” Fabiano Leão, preferiu silenciar diante da reação de Moisés Machado.

Outras tentativas de defesa foram sequenciadas da tribuna. Porém pelos vereadores que fazem parte do grupo de sustentação do prefeito. O bom senso do vereador Léo Saturnino chamou à razão os nobres colegas, quando lembrou que Luiz Lobo não entrou na prefeitura pela porta de trás. “Só entregamos a chave de nossas casas para quem temos confiança. A chave da prefeitura estava com o prefeito”, sentenciou. Luiz Lobo teve acesso a todos os documentos contábeis da gestão anterior, completou.

Graça Lisboa defende Teófilo e acusa imprensa de “marrom”

A Professora Graça Lisboa, última a usar a tribuna em defesa de Teófilo, causou constrangimento aos presentes com seu discurso. Ela criticou duramente a imprensa que, de acordo com suas palavras, é “marrom” – termo que define um tipo de imprensa que se sustenta através de manchetes escandalosas, espalhando excitação, muitas vezes sobre notícias sem importância alguma, com distorções e falsidades.

Graça disse que os veículos de comunicação têm grande responsabilidade ao publicar assuntos mentirosos. A vereadora foi taxativa ao dizer que grande parte da imprensa denigre a imagem da própria categoria ao divulgar fatos mentirosos. A vereadora finalizou dizendo que 85% de tudo o que sai na imprensa ou nas redes sociais ela ignora, justamente por não dar credibilidade a informações falsas (sic).

O vereador Dr. Fábio na defesa do Gestor afirmou que as informações veiculadas na imprensa não possuem provas, são infundadas e acerbadas “O prefeito e os secretários estão tranquilos do que fizeram”, completou. O vereador Fábio Henrique (PCdoB) em seu pronunciamento afirmou que o caso denunciado é grave em razão de um pagamento de para de uma dívida pública por uma empresa privada, que teria como sócio um secretário de primeiro escalão da atual gestão.

A polêmica matéria que pede a presença do prefeito Rogério Teófilo, após quase uma hora e meia de discussão foi aprovada por 15 dos 17 vereadores. A presidente da Casa não vota e ocorreu a falta a sessão da vereadora Sinielza Pessoa, irmão do deputado estadual Severino Pessoa.

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