terça-feira, 14 de agosto de 2018

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Persuasão de São Vicente

Conforme a Gazeta de Alagoas, há em Maceió um movimento de ajuda os moradores de rua e comunidades carentes. Tal organização vem exercendo suas atividades em Maceió há sete anos.

 Eis algo referente ao aludido movimento. Há um trabalho também em relação às crianças carentes todos os sábados. Quando alguma comunidade pede uma visita, do grupo vão algumas pessoas ver o que se pode fazer naquela comunidade.

 Mister se faz acrescentar que, na festa da Padroeira da arquidiocese de Maceió, um grupo de moradores de rua é convidado a cantar em uma das missas, no dia do encerramento das celebrações em honra da Padroeira.

Tal movimento me faz lembrar que perto da minha residência um pequeno grupo de moradores de rua dormiam sob o olhar das estrelas. Por vezes eu passava pela calçada onde eles jantavam e eu os cumprimentava. Certa vez, ouvi de um deles: Ele vem falar com a gente. Isso dá a entender que eles se julgavam valorizados com um simples cumprimento. Todos somos filhos do Pai Celeste, por conseguinte somos irmãos uns dos outros.

 A propósito, no século XVII, a França estava no rol de grande potência, mas, ao mesmo tempo, devastada pelas guerras e com revoluções internas. Encontravam-se muitas crianças abandonadas, pobreza e muita deficiência de certa parte do clero. Eis que, meio a essa situação aparece uma figura importante, que foi São Vicente de Paulo.

Nasceu de família pobre, mas o pai de Vicente fez grandes esforços para pagar os estudos esclesiásticos de seu filho Vicente que muito desejava ser padre. Ordenado padre, Vicente trabalhou numa paróquia rural, onde havia muita miséria moral e material.

 Eis que numa viagem, caiu na mão de piratas. Foi vendido como escravo. Humildemente sofreu essa grande humilhação e fazia resignadamente os trabalhos que lhe eram impostos.

Diante de sua humildade e suas orações, conseguiu converter seu patrão do islamismo para o cristianismo. Por seu turno lhe deu a liberdade. Após dois anos de cativeiro , regressou à sua Pátria e sentiu que devia envidar esforços para lutar em favor dos miseráveis da humanidade.

Transcrevo o que disse Dom Servilio Conti: “O livre acesso de São Vicente nos palácios dos grandes foi-lhe de imensa ajuda no seu apostolado. Ele sabia tirar do rico para dar aos pobres, não pela força mas pela persuasão.

Por fim, não se pode avaliar o empenho de São Vicente em opor um dique à triste corrente espiritual de seu século, o jansenismo, que com seu rigorismo e pessimismo resfriava a espiritualidade católica. São Vicente morreu riquíssimo de méritos, no dia 27 de setembro de 1960”.

 É interessante observar as palavras de Dom Servilio Cont: Ele sabia tirar do rico para dar aos pobres, não pela força mas pela persuasão. Certa vez  alguém disse em relação ao um político que lhe era muito caro: Ele rouba dos ricos para dar aos pobres.

Se isso acontecesse, era uma atitude errada. Não se deve roubar de alguém só porque é rico. Muito diferente do que fazia São Vicente: Conseguia convencer aos ricos que deviam ajudar os pobres. De bom grado, muitos ricos ficavam convencidos de que os pobres mereciam sua ajuda e assim o faziam.

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