sábado, 22 de setembro de 2018

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O que é um pai?

Pai não é apenas aquela pessoa do sexo masculino que gera filho no útero da mãe. Pai não é apenas aquele “macho” que copula com mulher e transmite seus genes para a posteridade. Pai não é apenas aquele genitor ou progenitor que decide registrar filho em seu nome. Pai não é apenas aquele “patrão” que dá alimento, vestimenta e estudos ao filho. Pai não apenas aquele ser humano que a mãe nomeia como tal. Pai não é apenas aquele homem de cujo tipo sanguíneo herda o filho. Pai também é aquele ser masculino, que não tendo gerado o filho, adota-o como tal, sacrificando-se na missão de criar, ensinar, orientar e zelar pela formação humanística do adotando. Pai não é apenas aquele homem que cria e educa o filho que não foi gerado por ele.

A declaração de que se é um Pai verdadeiro, ou em nome de quem se dá o título de Pai vai muito mais além da expressão. Cada atitude do Pai deve ser no sentido de oferecer uma lição de vida, de solidariedade e de amor ao filho. Nessa mesma relação está o Filho com referência ao Pai. Filho, porém, é o nome que se dá a cada um de nós, como descendente, em relação ao seu Pai ou à sua Mãe.

Para ser Pai é preciso cumprir o papel de ser um ente do sexo masculino. E não basta apenas ter gerado ou adotado o filho, é necessário que o Pai seja presente na criação e na educação da criatura. É preciso que o Pai seja responsável pela instrução da criança, a cultura do adolescente e a formação do adulto. Pai é Pai! Na biologia, ele é o ente do sexo masculino que produz o espermatozóide, célula reprodutiva menor e geralmente móvel, que invade o óvulo feminino, tanto nos animais, quanto nas plantas (onde recebe o nome de anterozóide). Mulher não é Pai, apenas é Mãe! Esta se define como aquele ser do sexo feminino que produz o gâmeta (ou gameta, a célula reprodutiva) maior e geralmente imóvel, que é o óvulo. Pai e Mãe se completam na construção da personalidade e da moral do filho. Um não é mais importante que o outro. Ambos têm finalidades próprias e indispensáveis na vida harmônica do filho.

Em que um Pai é um Pai? Onde estará o Pai na companhia do filho: à esquerda ou à direita? Seria Pai somente aquele que cuida de todas as coisas do filho? Não será um Pai aquele que não escuta o clamor do filho ou que não se assusta com sua indagação: “Pai, por que tu me abandonaste?” Não será um Pai aquele que não enxerga o suplício do filho: “Pai, afasta de mim esse cálice?” E como tal, silencia, cala-se diante daquilo que não poderá ser dito!

A palavra “Pai” tem o sentido figurado daquela “pessoa que cuida de outra, que guia, que orienta, que disciplina”. Entre os povos humildes é comum a seguinte frase: “Ele é como um Pai para mim”. Pai é aquele que levanta o filho quando este cai, que lhe assegura o equilíbrio no caminho, mas o deixa caminhar sozinho, com suas próprias pernas, para enfrentar o mundo. Claro, sob sua vigilância e zelo, para não se perder na caminhada. Pai não deve parecer, tem que ser real, verdadeiro. O Pai já existe antes de gerar e de ver o filho nascido. Quando o filho nasce, o Pai já o esperava com ansiedade. Já havia traçado seu perfil, seu comportamento, sua capacidade. Ser Pai, antes de tudo, é ser vocacionado, é ter compromisso, é ser fiel na promessa da comunhão na família. Quem tiver essa vocação, e deixar florir esse sonho, vai ser Pai de um modo ou de outro.

Talvez a questão resida em saber como se reconhece um Pai. Pouco importa se ele é “biológico” ou “adotivo”. Antes, é preciso saber que todo Pai, mesmo “biológico”, seja também um Pai “adotivo”, isto é, que “adote” o filho e por este também seja “adotado”. Ser Pai vai além daquele que gera, que dá seu sêmen, que copula, que se arvora do direito de ter gerado. Sob esse ponto de vista, pouco importa se o teste de DNA não o reconheça como tal. Afinal, ninguém chama de Pai um espermatozóide… Dia dos Pais!… Pai visível e presente em todos os dias… Pai fiel, protetor, amigo e companheiro, sem ser cúmplice ou conivente com “erros” do filho! Mas, o que é um Pai? Pensemos nisso! Por hoje é só.

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