segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Djalma de Melo Carvalho, sertanejo de Santana de Ipanema, nasceu predestinado a escrever crônicas que retratam o cotidiano e, por isso, aproxima-se  do conto que  no mundo literário  em uma narrativa curta.O emérito desembargador Antonio Sapucaia define-a como sendo a minissaia da literatura.Desse modo, o cronista é um mensageiro do que se passa no habitat de cada pessoa.

 Natural do Sítio Gravatá, acordava ouvindo o cantar dos pássaros, o bezerro berrando querendo a primeira refeição e, principalmente, a harmonia da natureza o fez testemunhar o sofrimento do sertanejo irmão.Segundo o inolvidável escritor Euclides da Cunha: “O sertanejo é, acima de tudo um forte”. Que sabe enfrentar as intempéries com coragem e, principalmente, um telúrico que mesmo com a seca castigando o gado não arreda daquele torrão que o viu nascer.

Já sou freguês das obras de Djalma.O primeiro, Festas de Santana ( 1977), Caminhada ( 1994), Chuviscos de Prata( 2000), Águas do Gravata ( 2005), Chuva no Telhado ( 2007), Ventos e Trovoadas ( 2009), Águas que se foram( 2011) Chuva miúda no Sertão ( 2014) , Mormaço, Calor e Chuva ( 2015).Mesmo assim, ainda não lhe rendou ser inquilino da  Casa de Demócrito Gracindo. Talvez os seus livros não atingiram a sensibilidade dos imortais da Academia Alagoana de Letras.

 Agora, traz à tona Lua, Vento e Ventania com as mesmas temáticas, isto é, abordando as coisas de sua bucólica Santana do Ipanema. No dizer do prefaciador do livro Geraldo Mendes de Souza: “    Tornei-me um aficionado da obra literária do amigo Djalma de Melo Carvalho lendo os livros que, obsequiosamente, ele me enviava tão logo saídos do prelo.Nasceu daí a real sedução pelas suas bem produzidas crônicas, por mim degustadas em doses ‘ homeopáticas’. Atraiu-me a graça e a leveza do

Sou do sitio Cavaco inserido na pequena Paulo Jacinto. Lá, convivi com a casa-grande, com gado berrando no cercado. Assemelho-me a Djalma, porém, seguimos destinos paralelos. Ele tornou-se  funcionário emérito do Banco do Brasil. Eu enveredei pela ciência severa da escassez. Ensinei vinte e cinco anos  Economia. E, paralelamente, iniciei (1972) no extinto Jornal de Hoje escrevendo crônicas que as faço até hoje nos Semanários Tribuna do Sertão/ A Notícia e no matutino Tribuna Independente.

Gosto das crônicas que o autor escreveu nos jornais. E, portanto, acompanho a trajetória do colega da Associação Alagoana de Imprensa (AAI). A começar de algumas crônicas que estão no décimo primeiro livro do escritor santanense, a saber: Começo de Conversa,A cadela, A careca de Leocádio, Acácia Amarela, Destino e Vida, Aderval  Vanderlei Tenório, Água dormida e Eudália, Aposentadoria, Festa e Caminhada, Baile das rosas e Academia, Bichos, companheiros e Amigos, Bom reler, Botar Mola, Caldas Novas e Santuário, Canto Solitário, Casos e Causos, Celebridades e Comendadores, Cem Anos Depois, Nossa Homenagem, D.Pedro I, Imperador e Rei e outras  que estão inseridas na sua novel obra.

Sempre com a mesma linguagem  e compreensiva à luz de sua imaginação.Contudo,  preserva seu estilo de homem do hinterland alagoano. Educado para com os amigos, simples no cumprimento às pessoas, e, acima de tudo, homem amadurecido na peleja da vida. Cumprimento-o pela sua iniciativa de imortalizar seu pensamento de escritor contemporâneo. Organização: Francis Lawrence.

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