quarta-feira, 21 de novembro de 2018

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Escola pública e creche em Alagoas recebem ajuda de ONG internacional

Por Assessoria
Creche Municipal Casulo Menino Jesus, no município de Canapi

Creche Municipal Casulo Menino Jesus, no município de Canapi

No dia 5 de abril (quinta-feira) a Creche Municipal Casulo Menino Jesus, no município de Canapi (AL), e 27 de abril (sexta-feira), a Escola Estadual Indígena Ancelmo Bisbo de Souza, localizada no município de Inhapi (AL), vão receber a ajuda da ONG Visão Mundial para revitalização e requalificação de vários espaços pedagógicos. Com a atuação dos voluntários, as escolas terão bibliotecas reformadas, paredes pintadas, algumas áreas decoradas. Em Alagoas, mais de 600 crianças serão beneficiadas com ambientes pedagógicos requalificados durante o mês de março. A ação faz parte da campanha Doe Uma Escolha.

Pela plataforma digital (visaomundial.org/doeumaescolha), poderão ser feitas doações para os projetos na área de educação e os voluntários também podem se cadastrar para trabalhar nas ações e ajudar “doando tempo”. A comunidade escolar, a família dos alunos e os voluntários irão realizar diversos mutirões de pintura, decoração, jardinagem, entre outras ações que transformam as escolas públicas em ambientes agradáveis para promover a proteção e bem-estar das crianças. Na quinta-feira (5/4), no município Canapi (AL), os voluntários irão construir um espaço de lazer e montagem de um mini parque infantil para as crianças, na Creche Municipal Casulo Menino Jesus. Em Inhapi (AL), na sexta-feira (27/4) os voluntários irão montar a Sala do Saber com instalação de computadores e organização de livros na Escola Estadual Indígena Ancelmo Bisbo de Souza.

Os espaços construídos coletivamente irão servir para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, proporcionando um ambiente atrativo apropriado para que os alunos possam adquirir novas aprendizagens. “As escolas que não possuem as condições físicas necessárias para uma criança estudar não possibilitam que ela aprenda e desenvolvam plenamente o seu potencial”, conta Andrea Freire, assessora de educação da Visão Mundial.

Ela continua: “Defendemos a igualdade de oportunidades e a maior parte das crianças que estudam em escolas públicas não possuem condições equitativas para permanecer e concluir uma formação educacional que lhes deem as condições de escolher a profissão sonhada. Por isso, queremos que a própria comunidade escolar se mobilize para entender seus direitos e se sintam incentivados a preservar o patrimônio disponível, além de reivindicar seus direitos ao poder público”, afirma Andrea sobre a importância da campanha.

A campanha está sendo realizada pelo terceiro ano consecutivo e, este ano, apoia as crianças com a finalidade de seguirem suas escolhas profissionais. A educação infantil de qualidade é um dos principais caminhos para alcançar esse objetivo, porém, de acordo com o levantamento de 2015 do Todos pela Educação, apenas 4,5% das escolas públicas do Brasil têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE).

Não são só as pessoas físicas podem ajudar doando tempo ou financeiramente. As empresas também poderão participar das doações. Em uma aba específica no site da campanha, cada instituição poderá escolher como gostaria de ajudar: 1) apoiando financeiramente o projeto, com doações em dinheiro que serão revertidas em livros de literatura infanto-juvenil, tablets, kits de reforma, e computadores; 2) doação de produtos, como materiais de construção, livros de literatura infanto-juvenil, computadores e tablets e apoie a melhoria da estrutura física, atividades de leitura e inclusão digital das escolas parceiras (a lista dos endereços para doações das empresas está no final do texto). As doações dos materiais de construção podem ser feitas até o dia dos mutirões, os demais objetos podem ser doados também depois do término das ações; 3) além de também poder mobilizar seus funcionários para se tornarem voluntários das ações nas escolas públicas.

Anos anteriores
Em 2016 a campanha focou na ideia de arrecadar livros paradidáticos, e o resultado final foram 42.564 livros paradidáticos arrecadados entre fevereiro e março, ajuda de 77 parceiros, R$ 223.471,00 arrecadados em livros e R$ 13.930,00 arrecadados em outros recursos, proporcionando crianças com acesso à leitura e a abertura e fortalecimento de bibliotecas públicas e comunitárias. Em 2017, o Doe uma Escolha beneficiou 5.395 crianças e adolescentes de 18 escolas públicas em 9 municípios brasileiros com kits de materiais escolares; R$ 188.825 mil foram arrecadados com os utensílios. As escolas públicas também receberam pintura, hortas e equipamentos, além de atividades lúdicas oferecidas para as crianças.

Dados
De acordo com o levantamento feito em 2015 pelo movimento Todos pela Educação, apenas 4,5% das escolas públicas do Brasil têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei no Plano Nacional de Educação (PNE). As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. A pesquisa foi feita com base no Censo Escolar de 2015 e levou em consideração o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e, equipamentos e laboratórios de ciências. Foi considerada ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência.

Ainda sobre a má qualidade da infraestrutura das escolas, apenas 37% das escolas públicas têm bibliotecas; 42% possuem laboratórios de informática; 34% possuem quadra; 16% têm sanitário fora da escola, segundo dados do Censo Escolar/ INEP, de 2016.

Além da infraestrutura, a qualidade da educação oferecida no país não atende às expectativas de aprendizagem adequada à idade e série das crianças. Segundo pesquisas da Prova Brasil, de 2015, apenas 50% das crianças do 5º ano do Ensino Fundamental possui estudo adequado nas áreas de língua portuguesa e 39% matemática. Entre os alunos do 9º do Ensino Fundamental, 14% possuem aprendizagem adequada em matemática e 30% em língua portuguesa.

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