sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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Órgãos se reúnem e iniciam estudos sobre tremor de terra em Maceió

Por Redação com Agência Alagoas

Representantes da Defesa Civil, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Semarh) e do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) se reuniram, na manhã dessa segunda-feira (5), para discutir sobre o tremor de terra que ocorreu em Maceió, no último sábado (3).

Os técnicos dos órgãos formam a equipe que irá produzir e divulgar o estudo preliminar sobre a causa do fenômeno. Na reunião, que ocorreu na sede da Semarh, foi alinhado como os órgãos competentes irão proceder nessa primeira fase dos estudos do abalo sísmico.

Uma das hipóteses da causa do tremor de terra, que, segundo relatos de moradores nas redes sociais, foram sentidos nos bairros de Farol, Serraria, Bebedouro, Pinheiro, Jatiúca, Cruz das Almas, Feitosa e Mangabeiras, foi relacionada aos poços perfurados pela Braskem para extração de salgema.

Segundo o assessor executivo de gestão interna do IMA/AL, Leonardo Vieira, que estava presente na reunião dessa manhã, foi definido que o órgão ambiental fará um levantamento do cumprimento das condicionantes impostas durante os processos de licenciamento das áreas de extração, além da poligonal de extração georreferenciados.

As informações levantadas farão parte de um relatório de caracterização que será enviado dia 9 para a equipe, que volta a se reunir no dia 12, na sede da Semarh.

A Defesa Civil irá fazer uma investigação nesses poços de salmoura perfurados, junto com técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que possuem maior conhecimento sobre o assunto, devido ao maior registro de tremores.

A equipe da Semarh está com a responsabilidade de realizar um levantamento junto a especialistas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e as outorgas emitidas para a perfuração de poços.

A intenção é, inicialmente, verificar se é possível descartar a hipótese de que há um problema nas minas de extração da Braskem, uma vez que a própria empresa, em nota, alega não haver nenhuma anormalidade ou irregularidade em suas operações na capital alagoana.

O posicionamento oficial do grupo acontece no dia 13, em reunião do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram).

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