quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Arapiraca é única cidade do interior com unidade de referência no tratamento da tuberculose

Por Ana Maria Cavalcante
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Marcio Henrique de Carvalho, Médico pneumologista, explica o Programa Municipal de Tuberculose

Detectar, tratar e curar a tuberculose é um desafio que Arapiraca abraçou desde a implantação do Programa Municipal de Tuberculose e Hanseníase. E ganhou reforço em 2009, quando inaugurou o Centro de Diagnóstico Deputada Ceci Cunha, que funciona no Centro de Referência Integrado de Arapiraca (CRIA).

Do início até agora, o registro é de avanço no serviço que atende a população dos municípios que integram a II Macrorregião de Saúde de Alagoas. Arapiraca é a única cidade do interior com unidade de referência terciária de tuberculose. E conta com o trabalho de um equipe multidisciplinar, composta por profissionais médicos, assistente social, enfermeiros, farmacêutico, bioquímico, técnicos de laboratório e enfermagem.

“Os pacientes do Sistema Único de Saúde contam com uma equipe capacitada para acolher direcionar os pacientes e suas famílias, da recepção aos demais serviços. E uma estrutura física composta por consultório, farmácia e laboratório”, ressaltou Maria Salésia Moreira, coordenadora Municipal do Programa Tuberculose e Hanseníase.

Serviço Humanizado

Os benefícios do programa são comemorados por quem precisa e encontra um serviço humanizado. Adriana Maria, 27 anos, casada e mãe de dois filhos, é um exemplo. Moradora do município de Monteirópolis, localizado a 76 km de distância de Arapiraca, acompanha a recuperação do seu filho de 11 anos, que há seis meses foi diagnosticado com a doença, quando iniciou o tratamento. Chegando agora à fase final, comemora a cura da tuberculose.

“Quando chegamos aqui no CRIA, meu filho estava pesando 24 kg. Ele não se alimentava direito e apresentava quadro de tosse, febre, dor, falta de apetite e fraqueza. Agora, no final do tratamento, ele já está com 32 kg e eu estou feliz em ver que ele está bem” afirmou Adriana Maria, que não economizou elogios à equipe do programa de tuberculose. “A equipe é educada, prestativa e cuidadosa, faz a gente sentir segurança. Durante o tratamento, eu recebia ligações dos profissionais para avisar das consultas, saber das reações da medicação e a evolução do meu filho”, acrescentou.

Centro de Referência

O médico pneumologista do Programa Municipal de Tuberculose, Marcio Henrique de Carvalho, explica que qualquer pessoa com tosse por três semanas deve procurar uma unidade de saúde para ser avaliada. Além desse sintoma, é comum que o paciente com tuberculose apresente um quadro semelhante ao do filho da Adriana Maria, que precisa ser investigado. E, no caso do diagnóstico positivo para a doença, o paciente deve realizar o tratamento por seis meses, sem interrupção. O serviço está disponível para a população pelo SUS, de segunda a sexta-feira, no CRIA.

De acordo com o médico, Arapiraca segue a proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS), no que diz respeito às prioridades relacionadas à detecção precoce de casos, ao tratamento do paciente e a cura. Para isso, ele ressalta a importância da abordagem do paciente, que inicia na rede de atenção primária, que deve visar a redução do estigma que ainda existe em torno da doença. “É necessário que os profissionais da saúde trabalhem na perspectiva da atenção integral ao paciente. Uma criteriosa avaliação, desde o quadro do paciente a sua história, possibilitam um diagnóstico precoce e a cura”, destacou.

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